Coronavírus

Sindicato da PSP pondera apresentar providência cautelar devido às alterações na vacinação

Polícias afastados do grupo de profissionais prioritários no plano inicial de vacinação contra a covid-19 devido à falta de doses.

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O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) admitiu esta sexta-feira apresentar uma providência cautelar para suspender a decisão de afastar os polícias do grupo de profissionais prioritários no plano inicial de vacinação contra a covid-19.

Em comunicado, o Sinapol manifesta o desagrado com a decisão da vacinação contra a covid-19 nas forças de segurança deixar de liderar as prioridades devido à escassez de vacinas.

O Expresso noticia esta sexta-feira que a vacinação das forças de segurança e bombeiros vai deixar de liderar as prioridades devido à escassez de vacinas, sendo reforçada a administração a pessoas com 80 ou mais anos e entre os 50 e os 79 anos com doenças crónicas.

"Perante isto, o Sinapol irá ponderar seriamente apresentar competente providência cautelar no sentido de suspender a decisão arbitrária e sem sentido agora tomada de afastar os profissionais da PSP do grupo de profissionais prioritários", adianta o sindicato.

O Sinapol considera a decisão "um ultraje" e "uma enorme desconsideração para com aqueles que todos os dias estão na linha da frente na fiscalização e implementação das medidas de contenção da pandemia em Portugal".

O sindicato refere ainda que esta decisão pode pôr em risco a capacidade operacional da PSP ao nível de recursos humanos, relembrando as declarações do ministro da Administração Interna no parlamento, que afirmou que 10% do efetivo da PSP não trabalhou na última quinzena de janeiro devido à covid19.

Prioridade é salvar vidas, diz Gouveia e Melo

Os sucessivos atrasos nas entregas de vacinas obrigaram a redefinir mais uma vez o plano de vacinação contra a covid-19.

As forças de segurança, bombeiros e membros de órgãos de soberania deixam de ser prioritários para assegurar a vacinação aos mais velhos e a quem tem problemas graves de saúde.

O coordenador da task force, almirante Henrique Gouveia e Melo, diz que a prioridade é salvar vidas.

Os constrangimentos são internacionais com os laboratórios a anunciarem atrasos sucessivos. Esta sexta-feira, Portugal recebe um lote de 93 mil doses da AstraZeneca, o que garante apenas um terço do previsto para o primeiro trimestre.

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