Coronavírus

"Unidos estamos melhor preparados para enfrentar os desafios". Portugal envia vacinas para PALOP e Timor

Ministra da Saúde, Marta Temido, sobre o Plano de Ação de resposta à pandemia entre Portugal e PALOP e Timor-Leste.

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A ministra da Saúde, Marta Temido, salientou esta quarta-feira que a união é fundamental para o combate à pandemia.

A responsável, que fazia o balando do Plano de Ação de resposta à pandemia entre Portugal e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, disse que o envio das vacinas vai ser feito e salientou que nem todas têm "condições de armazenamento e distribuição simples".

"Quando tivermos vacinas com melhores condições em termos de facilidade de administração isso será mais fácil. É um processo que estamos a desenvolver", disse.

Em direto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, realçou que o Plano de Ação tem como " trave-mestra" a formação dos recursos humanos e profissionais de saúde, que são "a espinha dorsal" do sistema de saúde,

Marta Temido disse também que "não basta termos vacinas": "É preciso tê-las em quantidade adequada e conseguir distribuí-las".

"O futuro, hoje em 2021, é ainda repleto de incertezas, interrogações às quais não conseguimos responder. Mas unidos estaremos melhor preparados para enfrentar os desafios que esperam as populações", afirmou a ministra da Saúde.

Portugal quer enviar 5% das vacinas que adquirir para Timor e PALOP

Portugal tenciona redirecionar 5% das vacinas que adquirir para Timor e para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), além de investir em ações de formação e de capacitação local.

O primeiro-ministro, António Costa, afirma que África será prioritária na disponibilização de doses adicionais de vacinas.

Sublinha também que o apoio à vacinação internacional é essencial para a erradicação da pandemia e defende que nenhum país do mundo estará seguro até que todos os países estejam seguros.

O chefe do executivo adianta ainda que, no âmbito da União Europeia, além da iniciativa COVAX que pretende fornecer vacinas a 20% da população de 92 países, Bruxelas está também a trabalhar num mecanismo de partilha que poderá disponibilizar doses adicionais de vacinas e África será uma prioridade.

Desde o início da pandemia, já foram investidos mais de 3 milhões e meio de euros em material de prevenção, médico, diagnóstico e terapêutico para os países de expressão portuguesa.

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