Coronavírus

Certificado de vacinação europeu: as dúvidas e os problemas éticos que enfrenta

A intenção deste certificado verde é facilitar as viagens e isentar os turistas de quarentena.

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Os países europeus vão debater amanhã as regras para a criação e funcionamento do certificado de vacinação.

Este passaporte sanitário vai facilitar as viagens dentro da União Europeia e isentar os turistas de quarentena. Mas há questões éticas que se levantam e os especialistas alertam para possíveis situações de discriminação.

"Nós não escolhemos quando ser vacinados. Quem estabelece as prioridades por razões políticas, sociais e outras, é o Estado através do governo. Não são os cidadãos. Portanto, não creio que ninguém possa ser discriminado, querendo viajar para um ponto qualquer da União Europeia, pelo facto de estar ou não vacinado", defende Rui Nunes, presidende da Associação Portuguesa de Bioética.

A ideia será criar um documento que seja mais abrangente e que, além de atestar que a pessoa já foi vacinada, possa também provar que o cidadão europeu está imune, porque já esteve infetado, ou então que tem um teste negativo à covid-19. Mas o processo é difícil de concretizar, já que até em termos científicos existem ainda dúvidas sobre estes critérios. Por exemplo, se alguém vacinado não pode, de facto, transmitir o vírus a outros ou por quanto tempo se fica imune ao vírus.

Há ainda questões relacionadas com a proteção de dados:

"Se não tivermos as cautelas necessárias, este dados, de milhões de pessoas, podem ser acedidos por empresas ou por outras organizações ou outras entidades. O tratamento deste metadados, que aparentemente pode parecer que não têm grande significado individual, coletivamente pode ter um enorme impacto", explica Rui Nunes.

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