Coronavírus

É cedo para falar de desconfinamento. Marta Temido alerta que números ainda não estão no patamar desejado

“Embora haja coisas que hoje nos pareçam tranquilas, estão longe de estar”.

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A ministra da Saúde, Marta Temido, considera ser cedo para falar do regresso às aulas.

Esta terça-feira, um ano depois de terem sido anunciados os primeiros casos de covid-19 em Portugal, a ministra sublinhou que ainda não se alcançou o patamar desejado, apesar da descida dos números.

Reabertura do país

O confinamento tem ajudado a baixar o número de vítimas mortais e de contágios, mas ainda se está longe do cenário que permitiria aliviar as restrições. O regresso ao ensino presencial é uma das preocupações, mas a ministra da Saúde diz que ainda não há condições para falar sobre esse tema.

“A 11 de março daremos conta de um conjunto de regras que, se determinados pressupostos se mantiverem, depois se aplicarão”, explicou.

Apesar das críticas, Marta Temido escolhe a cautela. O abuso que levou aos desmandos do Natal serviu de exemplo e na Páscoa não podem repetir-se os mesmos erros. O caminho é o do equilíbrio, que ainda não foi conseguido.

Números ainda não estão no patamar desejado

“Em agosto tivemos num determinado dia o máximo de 29 doentes internados em Unidades de Cuidados Intensivos. Ontem [segunda-feira], tínhamos 469. Em agosto tínhamos 270 doentes internados em enfermaria, ontem 2.167. (…) Embora haja coisas que hoje nos pareçam tranquilas, estão longe de estar”.

Na entrevista à Antena 1, esta terça-feira, quando passa precisamente um ano do anúncio dos primeiros casos de infeção em Portugal, a ministra da Saúde sublinha a importância de mais este esforço de contenção e explica o que envolve o processo de vacinação.

Atrasos nas vacinas

“O nosso problema não é termos vacinas. O problema é a capacidade industrial acompanhar o desenvolvimento científico. Em cerca de um ano temos no nosso país três vacinas seguras, eficazes e de qualidade. Agora temos de trabalhar em conjunto com os parceiros da União Europeia para que a capacidade de produção dessas vacinas exista”.

A par das vacinas, testar em massa é também uma das soluções seguras.

“Estamos em condições de implementar uma metodologia de rastreio que permitira que antes de abertura de determinadas atividades os profissionais façam testes”, revelou Marta Temido.

O sistema está em permanente adaptação à realidade. Para que a testagem em massa se realize, é preciso que seja retomada alguma normalidade.

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