Coronavírus

Cronologia: um ano de luta contra a pandemia

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Um ano após o início da pandemia em Portugal, o país aproxima-se de um milhão de infetados e regista mais de 16 mil mortes. Num ano de confinamentos e desconfinamentos, Portugal sofreu três vagas de covid-19, a pior em janeiro deste ano.

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Os dois primeiros casos de covid-19 em Portugal

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2 de março - A ministra da Saúde anuncia os dois primeiros casos de infetados com o novo coronavírus.

9 de março - São adiadas e canceladas diversas iniciativas, encerrados ou condicionados os acessos a alguns serviços públicos e condicionadas visitas a hospitais. As escolas e universidades suspendem as aulas presenciais.

11 de março - A Organização Mundial de Saúde declara a doença covid-19 como pandemia.

12 de março - É anunciado o encerramento de discotecas, redução da lotação na restauração e limitação de pessoas em centros comerciais.

13 de março - A Conferência Episcopal Portuguesa suspende as missas, catequeses e outros atos de culto.

A primeira morte por covid-19 em Portugal

16 de março - É anunciada a primeira morte no país, um homem de 80 anos que tinha várias patologias associadas.

18 de março - O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, que contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. O Mundo começa a ficar vazio.

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19 de março - O Conselho de Ministros decide que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.

2 de abril - Estado de emergência até ao final do dia 17 de abril. Proibição de deslocações para fora do concelho de residência no período da Páscoa e o encerramento de todos os aeroportos no mesmo período a voos de passageiros.

9 abril - O primeiro-ministro anuncia que até ao 9.º ano todo o terceiro período prosseguirá com ensino à distância.

16 de abril - Marcelo Rebelo de Sousa propõe ao parlamento a segunda prorrogação do estado de emergência, para vigorar até 2 de maio. O parlamento aprova o decreto.

Parlamento quase vazio numa celebração do 25 de abril contida

25 de abril - Um parlamento mais reduzido em termos de deputados e convidados faz um minuto de silêncio pelas vítimas da covid-19, nas comemorações do 25 de Abril.

Taigo Petinga

30 de abril - O Governo aprova um plano de transição do estado de emergência para uma situação de calamidade. Os serviços culturais começam a abrir, mas continua o teletrabalho, os transportes públicos circulam com menos pessoas e as máscaras são obrigatórias, ajuntamentos e mais de 10 pessoas são proibidos e abrem com condições serviços públicos.

7 de maio - O Governo anuncia a proibição de festivais de música e eventos análogos até setembro.

13 de maio - As tradicionais celebrações católicas em Fátima decorrem "à porta fechada".

15 de maio - O Governo prolonga a situação de calamidade até final do mês. Decide também regras de distanciamento para as praias a partir de 6 de junho.

Os custos "asolutamente brutais" da covid-19

29 de maio - O Governo aprova a terceira fase do plano de desconfinamento, com restrições e regras especiais para a área de Lisboa, devido ao aumento de casos de covid-19.

3 de junho - António Costa diz no parlamento que os custos económicos e sociais provocados pela covid-19 "são absolutamente brutais" e que todos os indicadores apontam para uma queda "recorde" do Produto Interno Bruto (PIB) e uma subida "exponencial" do desemprego.

Recomeça a I Liga de Futebol, à porta fechada.

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4 de junho - É aprovado pelo Governo o Programa de Estabilização Económica e Social, bem como medidas e apoio social e a contratação de mais profissionais de saúde.

10 de junho - O Dia de Portugal é assinalado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com apenas dois oradores e seis convidados.

18 de junho - O Governo aprova o prolongamento do 'lay-off' simplificado até final de julho e novos apoios às empresas até ao final do ano.

1 de julho - Portugal passa a situação de alerta, exceto a AML, que permanece em estado de contingência.

30 de julho - O Conselho de Ministros permite que bares e discotecas possam funcionar com as regras aplicadas a cafés e pastelarias. O Governo autoriza também a retoma das modalidades desportivas de pavilhão, mas sem público.

27 de agosto - O Governo anuncia que todo o território continental passa a situação de contingência a partir de 15 de setembro devido ao regresso às aulas e ao trabalho presencial.

A "polémica" festa do Avante!

4 de setembro - Arranca a Festa do Avante, com a lotação máxima do recinto reduzida a um terço e depois de vários dias de polémica sobre a sua realização.

JOSÉ SENA GOULÃO

14 de setembro - O ano letivo no ensino básico e secundário arranca com o regresso das aulas presenciais e obrigatoriedade de uso de máscara nas escolas e regras específicas de circulação e uso dos espaços.

18 de setembro - O primeiro-ministro convoca o gabinete de crise para reunião de urgência face ao aumento contínuo de novos casos diários.

14 de outubro - Portugal passa da situação de contingência para situação de calamidade, devido à evolução da pandemia. São proibidos ajuntamentos de mais de cinco pessoas na via pública, e eventos familiares (como casamentos) não podem ter mais de 50 pessoas.

Obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos

22 de outubro - O Governo proíbe a circulação entre concelhos no continente no fim de semana do Dia de Finados. Os concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, devido ao aumento de casos, ficam obrigados a permanecer no domicílio.

28 de outubro - Passa a ser obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos.

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31 de outubro - O Governo anuncia o confinamento parcial em concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. São abrangidos 121 municípios.

5 de novembro - O Presidente da República propõe ao parlamento a declaração do estado de emergência em Portugal entre 9 e 23 de novembro, o qual permite restrições à liberdade de deslocação e recurso ao setor privado da saúde.

8 de novembro - O Governo aprova a possibilidade de exigir testes rápidos à covid-19 em estabelecimentos de saúde, lares, escolas, prisões e nas chegadas a Portugal por via aérea ou marítima.

9 de novembro - Decretado o recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00 nos 121 municípios mais afetados. No fim de semana o recolher obrigatório nesses concelhos é a partir das 13:00.

12 de novembro - O primeiro-ministro anuncia o encerramento do comércio e restauração às 13:00 nos dois fins de semana seguintes e explica que a abertura dos estabelecimentos só pode ocorrer a partir das 8:00.

20 de novembro - O parlamento autoriza a renovação do estado de emergência. Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país, diz que não hesitará em prolongá-lo o tempo que for necessário.

21 de novembro - Passa a ser obrigatório o uso de máscara nos locais de trabalho. O Governo anuncia também que a circulação entre concelhos vai ser proibida nos fins de semana prolongados, e impõe restrições no comércio e restauração para o mesmo período.

Portugal compra mais de 22 milhões de vacinas

2 de dezembro - A ministra da Saúde anuncia a compra de mais de 22 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, que serão gratuitas e facultativas.

3 de dezembro - É apresentado o plano de vacinação, coordenado por Francisco Ramos. Os grupos prioritários serão pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas, residentes e trabalhadores em lares, e profissionais de saúde e de serviços essenciais.

O Presidente da República envia para o parlamento o projeto de decreto que renova o estado de emergência de 9 a 23 de dezembro, mas anuncia nova renovação até 7 de janeiro de 2021. É aprovado no dia seguinte.

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Mais de cinco mil mortes no País

5 de dezembro - A circulação entre concelhos será permitida entre 23 e 26 de dezembro, e na véspera e no dia de Natal poderá circular-se na via pública até às 2:00. Há mais facilidades na restauração no Natal e Ano Novo mas até ao Natal há novas proibições de circulação nos fins de semana em concelhos de risco.

7 de dezembro - Portugal ultrapassa as cinco mil mortes relacionadas com a pandemia de covid-19.

10 de dezembro - Conselho de Ministros aprova pacote de medidas de apoio as empresas.

17 de dezembro - O Presidente da República decreta a renovação do estado de emergência por mais 15 dias, até 7 de janeiro, e pede aos portugueses bom senso na celebração do Natal.

O primeiro-ministro anuncia que as celebrações do Ano Novo são totalmente cortadas, mas mantém-se os horários da restauração no Natal.

20 de dezembro - O Governo decreta restrições à entrada em Portugal de passageiros de voos provenientes do Reino Unido, só permitida a nacionais ou legalmente residentes, devido a nova variante da covid-19, mais transmissível, detetada no país.

Arranca o Plano de Vacinação

21 de dezembro - A Agência Europeia do Medicamento aprova a utilização da vacina da Pfizer-BionNTech contra a covid-19.

27 de dezembro - O plano nacional de vacinação contra a covid-19 arranca no Hospital de São João, no Porto.

6 de janeiro - A Agência Europeia do Medicamento aprova a utilização da vacina da farmacêutica Moderna contra a covid-19 na UE.

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8 de janeiro - Portugal tem valores recorde, com 118 mortos e 10.175 infeções num só dia.

12 de janeiro - António Costa fala de um confinamento geral de um mês após participar em reunião para avaliar situação.

13 de janeiro - O parlamento aprova a renovação do estado de emergência até 30 de janeiro. No final de uma reunião do Conselho de Ministros o primeiro-ministro anuncia que as escolas se mantêm abertas, mas que o país regressa ao dever de recolhimento domiciliário em moldes idênticos aos de março e abril de 2020.

Hospitais no limite

16 de janeiro - Portugal contabiliza 166 mortes e 10.947 novas infeções em 24 horas. O hospital da Santa Maria, em Lisboa, está em "sobre-esforço" e o hospital Garcia de Orta, em Almada, em "cenário de pré-catástrofe", anunciam os responsáveis das unidades. Os hospitais de região Centro estão também praticamente no limite.

18 de janeiro - Portugal é o país do mundo com maior número de novos casos de infeção pelo novo coronavírus por milhão de habitantes, segundo "sites" estatísticos.

O Governo anuncia o encerramento das universidades seniores, centros de dia e de convívio, de novo a proibição de circular entre concelhos nos fins de semana, e o fim de vendas ao postigo na restauração.

TIAGO PETINGA / LUSA

21 de janeiro - O Governo anuncia o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino por 15 dias. Os tribunais, as lojas do cidadão, as creches e os ateliers de tempos livres também voltam a encerrar.

27 de janeiro - O Hospital Amadora-Sintra transfere doentes para outros hospitais na sequência de problemas na rede de oxigénio medicinal.

O Governo suspende voos de e para o Brasil, devido à deteção de uma nova estirpe de covid-19 no país.

O Presidente da República propõe ao parlamento a renovação do estado de emergência por mais quinze dias, até 14 de fevereiro. O projeto permite suspender ou limitar chegadas a Portugal e a mobilização de profissionais de saúde reformados, reservistas ou formados no estrangeiro.

Os casos de utilização indevida de vacinas

28 de janeiro - O Conselho de Ministros aprova medidas de limitação de circulação para fora do país e dentro o território e repõe controlo das fronteiras terrestres. Decide que a aulas recomeçam a 8 de fevereiro em regime não presencial e mantém todas as restrições em vigor nos últimos 15 dias. Aprova também a possibilidade de contratação de médicos e enfermeiros formados no estrangeiro.

Surgem as primeiras notícias de utilização indevida de vacinas, dadas a pessoas não incluídas nos grupos prioritários.

Portugal tem, em 24 horas, mais 303 mortes relacionadas com a covid-19 e 16.432 casos de infeção. É o máximo alguma vez registado.

29 de janeiro - A Agência Europeia do Medicamento aprova a utilização da vacina da farmacêutica AstraZeneca.

Equipa clínica alemã chega a Portugal

3 de fevereiro - Chega a Portugal uma equipa clínica alemã, formada por 26 profissionais, para ajudar a conter a pandemia.

Demite-se o coordenador da 'task force' para o plano de vacinação, Francisco Ramos, que é substituído pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

8 de fevereiro - Os números de novas mortes e de infeções começam a baixar significativamente. Portugal tem mais 196 mortes e 2.505 casos de infeção.

10 de fevereiro - O Presidente da República propõe ao parlamento (que aprova no dia seguinte) a renovação do estado de emergência por mais quinze dias, até 1 de março. No projeto permite-se a venda de livros e materiais escolares e prevê-se um plano faseado para reabertura das escolas.

17 de fevereiro - O Governo anuncia que pais com filhos na escola até ao final do 1º ciclo e as famílias monoparentais vão poder optar entre estar em teletrabalho ou receber o apoio à família.

22 de fevereiro - Gouveia e Melo diz que a imunidade de grupo pode ser alcançada em agosto.

Mais de 250 mil portugueses vacinados

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23 de fevereiro - A Direção-Geral de Saúde divulga que perto de 250 mil portugueses já receberam as duas doses da vacina para a covid-19, o que corresponde a 03% da população.

24 de fevereiro - O Presidente da República propõe ao parlamento renovar o estado de emergência até 16 de março e defende que o futuro desconfinamento deve ser planeado por fases.

26 de fevereiro - Portugal regista 58 mortes e 1.027 novas infeções, o valor mais baixo de infeções desde outubro de 2020.

O Governo aprova o decreto regulamentar do estado de emergência sem alterações e mantém a situação de confinamento e de todas as medidas em vigor.

O primeiro-ministro diz que apresentará a 11 de março um plano de desconfinamento, que será gradual.

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