Coronavírus

Hospitais em rutura. Ambulâncias paradas à porta das urgências por falta de espaço para doentes

Alguns hospitais já estão a desviar doentes.

Especial Coronavírus

Alguns hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo continuam a desviar doentes para o Norte do pais. É na capital que estão mais doentes internados, mas a maioria dos hospitais começam a acusar a pressão da subida de casos da última semana.

O Beatriz Ângelo já transferiu nove doentes: quatro foram para o São João, no Porto, e cinco para o Hospital das Forças Armadas. O hospital de Loures tem esta segunda-feira 145 pessoas internadas com covid-19, mais 73 do que tinha previsto no nível máximo do plano de contingência.

No Centro Hospitalar de Lisboa Central, que inclui o São José e o Curry Cabral, a Maternidade Alfredo da Costa e a Estefânia, já há oito enfermarias totalmente dedicadas aos doentes infetados com o SARS-CoV-2.

Hospitais de Lisboa transferem doentes para o Norte

É na região de Lisboa que estão agora os hospitais com mais internados e os que mais têm precisado de transferir doentes, sobretudo para o Norte, que tem níveis de internamento estáveis.

A ministra da Saúde quer os hospitais coordenados, mas não descarta a possibilidade de requisitar hospitais privados se precisar de camas e não conseguir chegar a acordo.

O Centro Hospitalar de Coimbra tem as 229 camas dedicadas à covid-19 ocupadas. Das 53 que tem alocadas a cuidados intensivos, oito estão livres.

Nos Covões, esta segunda-feira à tarde várias ambulâncias com doentes estiveram paradas à porta da urgência por falta de espaço para mais doentes.

Já na Guarda, o hospital conseguiu diminuir a pressão na urgência para doentes respiratórios, mas continua com falta de vagas no internamento.

Em Viseu, esta segunda-feira estavam 160 pessoas internadas e a direção do hospital já fez acordos com unidades privadas da cidade. Conseguiu assim 14 camas extra.