Coronavírus

Covid-19. “Temos condições para começar a abrir, mas temos que ter muita atenção”

Entrevista SIC Notícias

Carla Nunes, diretora da Escola Nacional de Saúde Pública, em entrevista à SIC Notícias.

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Os portugueses estão há mais de 52 dias confinados não se sabendo, para já, quando começam a ser aliviadas algumas das medidas de restrição em vigor devido à pandemia. Só na quinta-feira é que o primeiro-ministro vai anunciar ao país o plano de desconfinamento que tem estado a ser preparado.

Carla Nunes começa por referir que “não há bons e maus planos”, afirmando que todos os países têm tido bons e maus momentos, independentemente de terem medidas mais permissivas ou mais restritas. Por isso, considera que ainda não é claro “o que é certo ou errado”.

Defende que hoje em dia “é fácil dizer” que em dezembro e janeiro as coisas não correram bem, devido às festas e à época de frio que provocaram dificuldades, mas lembra o impacto de outros componentes – como o surgimento de novas variantes – para o crescimento rápido e inesperado das infeções.

A diretora da Escola Nacional de Saúde Pública considera que será preciso aprender a viver com fatores que “nunca vamos conseguir prever totalmente”, apontando que a situação que vivemos é muito sensível e instável e tanto pode resultar num crescimento rápido dos números como num decréscimo.

Apesar de considerar que já existem condições para a reabertura do país, alerta que é necessária “muita atenção” pois “é muito fácil” um novo descontrolo, até porque afirma que a capacidade de resposta dos serviços de saúde ainda não está completamente assegurada.

Questionada sobre a polícia de testagem, defende que testar implica ter capacidade de atuar, rastrear contactos e isolá-los, para que se consigam acabar com as cadeias de transmissão.

  • Vamos falar de jejum: era capaz de ficar 16 horas por dia sem comer?

    País

    O jejum intermitente é um regime alimentar que impõe um período de restrição alimentar. Existem vários modelos, mas o mais conhecido é dividido em 16 horas de jejum e oito horas em que pode comer livremente. Os especialistas reconhecem benefícios nesta prática, mas afirmam que a investigação científica ainda é escassa.

    Exclusivo Online

    Filipa Traqueia