A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira a proposta de criação do “passaporte sanitário”, um documento que comprova que a pessoa está vacinada contra a covid-19 e pode viajar entre países. O certificado é opcional, mas já está a levantar questões éticas e de proteção da privacidade.
O objetivo é evitar quarentenas e facilitar viagens dentro da União Europeia. O certificado sanitário é um documento gratuito com um código de barras que pode ser emitido em papel ou em formato digital. Inclui o nome e a data de nascimento do passageiro, assim como os dados referentes à vacina, como a marca e a data de inoculação.
O passe verde será sobretudo usado no transporte aéreo. Já para os que viajam por terra ou por via marítima, a Comissão Europeia apenas apresenta, para já, uma resposta vaga.
Bruxelas insiste que o certificado é opcional e que cumpre as regras de proteção de dados, mas vários especialistas garantem que levanta “questões éticas” de segurança e de privacidade.
A implementação deste documento está prevista para antes do verão. Antes disso, a proposta terá de ser aprovada pelos 27 estados-membros e pelo Parlamento Europeu.
- Bruxelas apresenta proposta de passaporte digital de vacinas
- Comissão Europeia propõe selo sanitário para ajudar à retoma do turismo e hotelaria
- Covid-19. "Passaporte verde" europeu deve estar em vigor antes do verão
- Espanha admite começar a utilizar o passaporte digital de vacinas em maio
- Passaporte verde digital para viajar dentro da União Europeia pode criar desigualdades?
