Coronavírus

Portimão e Carregal do Sal anseiam por progredir no desconfinamento

João Tiago

João Tiago

Jornalista

Luís Silva

Luís Silva

Repórter de Imagem

Paulo Fajardo

Paulo Fajardo

Repórter de Imagem

Comerciantes queixam-se dos efeitos prolongados das restrições que, por terem ficado retidos em fases anteriores do plano de desconfinamento, continuam em vigor nos dois concelhos.

Portimão é o único concelho no país sujeito na sua plenitude às regras da primeira fase de desconfinamento.

Desde sábado, a incidência de novos casos de covid-19 até já está abaixo o limiar de risco (120 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias), mas o concelho terá que aguardar a próxima atualização do mapa de desconfinamento para poder progredir.

Com os surtos na construção civil e nas escolas controlados, os comerciantes não compreendem por que razão se mantêm em vigor regras tão restritivas a que o resto do país só esteve sujeito até 5 de abril. Com esplanada fechada e obrigada a vender ao postigo, a proprietária de uma pastelaria chega a questionar-se se Portimão “é a ovelha negra do país”.

Cerca de 4 mil pessoas já foram vacinadas no concelho algarvio, que beneficiou de um reforço de 6 mil vacinas devido ao índice de risco elevado em que se encontrou até à cerca de 10 dias. O centro de vacinação instalado pelo Município num pavilhão desportivo está agora a inocular mil pessoas por dia, de forma a atingir o objetivo de imunizar toda a população acima dos 60 anos até ao final da semana.

Com 33 casos ativos esta segunda-feira, comerciantes e autarquia esperam que o concelho possa ter luz verde para desconfinar diretamente para a 4ª fase do plano em que o país se encontra já a partir de sexta-feira.

Pior perspetiva tem o concelho de Carregal do Sal, no Distrito de Viseu. Duas novas infeções elevam para 12 o número de casos ativos, o que, face à população de cerca de 9 mil habitantes, coloca o concelho novamente acima do limiar de risco.

Carregal do Sal está retido na segunda fase de desconfinamento, que permite a abertura de lojas até 200 m2 com porta para a rua, mas, dizem os comerciantes, de pouco serve quando quase ninguém sai de casa. Nem mesmo as esplanadas animam os restaurantes locais. A maioria optou por fechar as portas.

O presidente da Câmara Municipal queixa-se dos efeitos que as restrições têm tido na frágil economia do concelho do Interior, nomeadamente na restauração. Rogério Abrantes não entende como estão estes estabelecimentos impedidos de servir refeições dentro de portas, sob as normas definidas pela Direção-Geral de Saúde, quando ao lado os supermercados “estão cheios de gente”. “Algo não está a funcionar bem”, considera.

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