Coronavírus

Covid-19. Aumento de casos deve-se "sobretudo à resistência dos jovens no que toca aos testes"

Opinião

Bernardo Ferrão analisa o aumento de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

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O aumento de novos casos de covid-19 em Lisboa fez com que o concelho não pudesse avançar no desconfinamento. Esta quarta-feira foram registados 890 novos casos, dos quais 591 foram identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Bernardo Ferrão, diretor-adjunto de informação da SIC Notícia, lembra que este aumento se deve “sobretudo à questão dos jovens, à resistência que os jovens têm no que toca aos testes”.

“Muitas vezes os jovens nem sequer sabem que estão infetados e, não querendo fazer testes, não consegues perceber se estão ou não”, afirma.

À semelhança do que defendeu Luís Marques Mendes, no espaço de comentário de domingo, Bernardo Ferrão considera que é necessário fazer uma mudança de estratégia.

“Temos as camadas mais velhas da população todas vacinadas e portanto todas protegidas”, sublinha, sugerindo que “talvez fosse importante começar a orientar a estratégia das autoridades de saúde - e também a estratégia política - para proteger os mais novos"

Para além da questão dos jovens, Bernardo Ferrão lembra que há um outro problema já identificado na cidade de Lisboa desde o ano passado: os imigrantes ilegais que vivem sem condições.

“Eu não percebo porque é que a Câmara de Lisboa e o Governo não conseguiu resolver esse problema – a tal Odemira de Lisboa – se já foi identificado. Ainda por cima no ano passado pôs bastantes freguesias em situação de alerta”.

Apesar de considera a situação “controlada”, principalmente quando comparado com o número de mortos diários que foram registados durante o mês de janeiro, Bernardo Ferrão destaca o impacto que este aumento de novos casos tem na precação exterior e no turismo.

“Este aumento de casos também é visto lá fora, o grau de risco e a imagem com que somos vistos no exterior também tem impacto. E tem muito impacto nas decisões que foram tomadas recentemente referentes aos turistas que podem ou não vir para Portugal”, afirma.

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