Coronavírus

Quatro internados no Porto têm vacinação completa. Hospitalizações continuam a subir em Lisboa

Metade dos doentes internados com covid-19 no Hospital de Santa Maria têm menos de 50 anos. 

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Os internamentos devido à covid-19 continuam a subir e grande parte concentra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo. os casos são, para já, menos graves e os doentes mais novos. Os hospitais dizem que estão preparados para alargar a capacidade de internamento.

Nas últimas semanas tem sido progressivo o aumento dos internamentos, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Nos hospitais, os números estão longe dos picos da última vaga e os doentes são também mais novos. No Centro Hospitalar Lisboa Norte, cerca de metade tem menos de 50 anos, alguns com a primeira dose da vacina.

O Hospital de Santa Maria praticamente duplicou a capacidade das camas. Estão internados 34 doentes covid.

No Hospital Fernando Fonseca e depois do pico de 385 internamentos em final de janeiro há 24 doentes em enfermaria. Quatro das 10 camas dos cuidados intensivos estão ocupadas. A média de idades é de 60 anos.

No Hospital Beatriz Ângelo, nas últimas 24 horas, foram internadas duas pessoas. São agora 39.

No Centro Hospitalar Lisboa Central, os internamentos duplicaram no último mês. São 40 em enfermaria e Cuidados Intensivos. A média de idades é de 58 anos.

No Porto, o São João tem atualmente 21 doentes internados. Dos doentes covid, quatro tinham vacinação completa.

Hospitais de Lisboa de prevenção

A ministra da Saúde, Marta Temido, diz que os hospitais da região de Lisboa já foram colocados de prevenção, face ao aumento do número de casos de infeção com o novo coronavírus na região da capital.

"A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo colocou os hospitais de prevenção, para a eventual necessidade de aumentar o número de camas de cuidados intensivos nos próximos dias", disse.

Marta Temido salientou que o aumento de infeções acontece sobretudo em pessoas mais jovens, nas quais a doença de covid-19 tende a ser menos agressiva, mas acrescentou que há agora uma variante da doença "muito mais transmissível", pelo que é natural que "o número desses casos que precise de internamento e que possa ter um desfecho fatal também possa crescer".