Coronavírus

Bastonário dos médicos diz que o confinamento já não é solução e aponta alternativas

Miguel Guimarães defende "regras mais restritas" para que as pessoas as cumpram, uma fiscalização efetiva e uma nova matriz de risco.

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Para travar a pandemia, o bastonário da Ordem dos Médicos defende medidas alternativas ao confinamento e também uma nova matriz de risco. Para Miguel Guimarães, mais do que confinar, são precias regras mais restritas para que as pessoas as cumpram.
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A variante Delta já está espalhada pelo país porque o vírus não fica sem fazer nada à semana. É desta forma que o bastonário da Ordem dos Médicos comenta as medidas restritivas que o Governo tomou para a Grande Lisboa ao fim de semana que, no entender de Miguel Guimarães, não servem para conter a infeção.

Por isso, são precisas medidas alternativas como apelar às pessoas para se vacinarem e que depois disso continuem a usar a máscara.

Também nos eventos com mais pessoas, que são uma preocupação, o bastonário defende a realização de testes rápidos de antigénio.

Também o fecho das escolas para férias pode ser uma ajuda grande no combate à variante Delta que é muito mais contagiosa.

Para Miguel Guimarães, nesta fase da epidemia, é necessário ter uma forma de atuar diferente daquela que o país teve nas outras fases agudas, sem ter que tomar grandes medidas de confinamento que, neste momento, no seu entender, podem não ser propriamente benéficas em termos globais.

Para Jorge Torgal, médico e membro do Conselho Nacional de Saúde Pública, o Governo não deveria estar nesta fase a valorizar o número de infeções, mas o número de mortos e o de internados em Cuidados Intensivos.

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