Coronavírus

Variante Delta já é dominante em todas as regiões do país

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Responsável por quase 90% das infeções na última semana.

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A variante Delta é já dominante em todas as regiões do país. Na última semana, foi responsável por quase 90% dos casos de covid-19. É a conclusão do mais recente estudo do Instituto Ricardo Jorge.

"Como esperado, a sua frequência tem aumentado em todas as regiões" no último mês, registando-se um "forte incremento" no Norte, onde já representa 71.1% das infeções, na Madeira (85.7%) e nos Açores (64.7%), avança o instituto.

No Norte, a proporção de novos casos aumentou de 18 para 71%.

Também nas regiões autónomas, o crescimento foi significativo.

Na Madeira, cresceu de 12 para 86%. Os Açores, que não tinham casos da variante, passaram para uma prevalência de 65%.

De acordo com o INSA, do total de sequências da variante Delta analisadas, 55 apresentam a mutação adicional K417N na proteína `spike´ (sub-linhagem AY.1), o que significa que, na amostragem nacional de junho, não tem evidenciado uma tendência crescente.

Outras variantes

Relativamente à variante Alpha, associada inicialmente ao Reino Unido e que chegou a ser a predominante em Portugal, o INSA adianta que "continua com forte decréscimo de frequência a nível nacional", apresentando uma frequência relativa de 9.8%.

"A frequência relativa das variantes Beta e Gamma, associadas inicialmente à África do Sul e ao Brasil (Manaus), respetivamente, mantém-se baixa e sem tendência crescente nas últimas amostragens a nível nacional", refere ainda o relatório.

Entre outras variantes de interesse já detetadas em Portugal, o instituto aponta a circulação da variante com a linhagem B.1.621, detetada inicialmente na Colômbia, a qual apresentou frequências relativas entre 1% e 0.4%, assim como a Lambda, com circulação vincada no Peru e do Chile, a qual foi detetada em apenas dois casos em Portugal, desde abril deste ano.

O INSA já analisou 10.824 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 288 concelhos de Portugal.

Em junho, o instituto anunciou um reforço da vigilância das variantes do vírus que causa covid-19 em circulação em Portugal, através da sua monitorização em contínuo.

Esta nova estratégia permite uma melhor caracterização genética do SARS-CoV-2, uma vez que os dados serão analisados continuamente, deixando de existir intervalos de tempo entre análises, que eram dedicados, essencialmente, a estudos específicos de caracterização genética solicitados pela saúde pública.

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