Coronavírus

Pandemia agrava pressão sobre profissionais dos centros de saúde

Para além do trabalho que já existia antes do vírus aparecer, os profissionais de saúde dividem-se entre os centros de vacinção e a vigilância pelo telefone.

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Em Portugal, há mais de um milhão de pessoas sem médico de família. A somar a este problema, a evolução da pandemia aumentou a pressão sobre os centros de saúde, levando os profissionais de saúde a acusar cansaço. A situação está a comprometer o acompanhamento dos doentes não-covid-19.

O problema não é de agora, mas a pandemia veio agravar a situação. A pressão é sentida pelos profissionais dos cuidados de saúde primários: médicos e enfermeiros dividem-se entre os centros de vacinação, a vigilância ao telefone de doentes covid-19 – que já obrigou a 17 milhões de contactos telefónicos – e o trabalho que já existia antes do vírus aparecer.

O cansaço dos profissionais de saúde e a falta de resposta aos doentes não-covid-19 são as maiores preocupações. Há doentes crónicos que foram deixados sem acompanhamento médico e outros a quem faltou diagnóstico e tratamento.

O Ministério da Saúde anunciou que foi aberto um concurso para recrutar recém-especialistas para a área de medicina geral e familiar. O objetivo é compensar o número de médicos que se aposentaram e o aumento de utentes inscritos nos centros de saúde. Os doentes vão ter de esperar que os médicos de família sejam contratados.

Segundo um estudo divulgado esta terça-feira sobre o impacto da pandemia na prestação de cuidados de saúde me Portugal, foi registada uma redução de 46% das consultas médicas presenciais nos centro de saúde. As consultas não presenciais cresceram 130%.

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