Coronavírus

Covid-19. Portugal próximo de mudar regras dada evolução da vacinação

ANTÓNIO COTRIM

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo Governo.

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Portugal aproxima-se do momento de mudar políticas em relação à pandemia, atendendo à percentagem de população vacinada contra a covid-19, disse esta quinta-feira a ministra Mariana Vieira da Silva, depois de questionada sobre a possibilidade de reabrirem as discotecas.

"O Governo sempre disse que o momento em que uma percentagem muito significativa da sua população tivesse duas doses de vacina seria um momento de mudança de políticas. Aproximamo-nos desse momento. É tempo também de ouvir os especialistas e depois de tomar as decisões", afirmou a ministra da Presidência, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, em Lisboa.

Mariana Vieira da Silva tinha sido questionada sobre a possibilidade de na próxima semana, após a reunião do Infarmed de 27 de julho, em Lisboa, que junta especialistas e políticos para analisar a evolução da pandemia, o Governo decidir a reabertura dos espaços de diversão noturna, que estão encerrados permanentemente desde março de 2020.

A ministra da Presidência do Conselho de Ministros realçou, porém, que as eventuais decisões do Governo só serão tomadas e anunciadas após essa reunião da próxima semana, não tendo sentido antecipá-las hoje.

"Hoje o Governo não tomou nenhumas novas decisões", frisou.

Ainda em resposta à questão das discotecas, Mariana Vieira da Silva afirmou que aquilo que está em causa é o eventual alargamento da regra de apresentação do certificado de vacinação contra a covid-19 para aceder a alguns espaços, permitindo assim o funcionamento de diversas atividades.

Segundo a ministra, Portugal tem neste momento 47% da população vacinada com as duas doses há pelo menos 14 dias, momento a partir do qual se considera que a imunização com a vacina está completa e é possível obter um certificado válido.

"O nosso esforço neste momento é o de aumentar a vacinação para nos prepararmos para uma outra fase, que não será de total normalidade, mas que poderá ser diferente daquela que vivemos", afirmou. "Queria chamar a atenção para o facto de que, apesar de ainda estarmos a crescer no total nacional, temos, por exemplo, a região de Lisboa e Vale do Tejo e a região dos Açores já fora de uma trajetória crescente e isso é também o sinal de que é possível inverter este caminho, e é isso que procuramos fazer", acrescentou.

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