Coronavírus

Regresso às aulas. Pneumologista considera medidas da DGS "contraditórias"

Entrevista SIC Notícias

Relativamente à testagem em massa, "não se compreende" porque é que é feita a toda a gente, uma vez que os "vacinados não são testados".

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Com o arranque do ano letivo, previsto para daqui a duas semanas, as regras sanitárias no âmbito da covid-19 já foram anunciadas pela Direção-Geral da Saúde. Apesar de não haver grandes mudanças, as medidas são mais flexíveis nos contactos de baixo risco. Para o pneumologista Agostinho Marques, existem algumas contradições que não se justificam com o avanço da vacinação no país.

O objetivo é manter as aulas presenciais neste ano letivo que se espera, para tal, pretende-se evitar que turmas inteiras sejam obrigadas a ficar em casa sempre que houver um caso positivo. Nestas situações, se houver teste negativo, o isolamento profilático pode ser interrompido.

" Os estudantes, que nos últimos 90 dias tiveram covid-19, são tidos como pessoas de baixo risco no caso de terem contacto com alguém doente", especifica Agostinho Marques.

O patamar entre vacinados e não vacinados está ao mesmo nível, o que não se justifica, segundo o pneumologista Agostinho Marques

"É estranho porque atualmente, um vacinado pode entrar numa discoteca, pode entrar num avião, pode ir onde quiser, mostra o certificado e funciona. Para os estudantes, não. Continua a não funcionar".

Apesar dos vacinados contraírem o novo coronavírus, existe uma percentagem "muito menor" de infetar alguém ou de se infetar.

"O risco de uma pessoa vacinada infetar/infetar-se é muito menor do que uma pessoa não vacinada"

Relativamente à testagem em massa, "não se compreende" porque é que é feita a toda a gente, uma vez que os "vacinados não são testados" para entrar em algum estabelecimento.

No arranque do novo ano letivo começam por ser testados os professores e funcionários, seguindo-se os alunos do ensino secundário. Desta vez, também os alunos do 3.º ciclo serão testados.

O uso de máscaras continua a ser obrigatório nas escolas a partir do 2.º ciclo e é fortemente recomendável para os alunos do 1.º ciclo. As crianças até aos cinco anos não devem usar máscara.

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