Coronavírus

Covid-19: EUA ultrapassam as 700.000 mortes desde o início da pandemia

Jeff Chiu

Estima-se que 70 milhões de norte-americanos elegíveis permanecem não vacinados.

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Os Estados Unidos ultrapassaram este sábado as 700.000 mortes provocadas pela covid-19, segundo uma contagem feita pela Universidade Johns Hopkins.

Os Estados Unidos são oficialmente, de longe, o país com o maior número de mortes por coronavírus do mundo, de acordo com dados oficiais, à frente do Brasil e da Índia.

Foram necessários três meses e meio para que os EUA passassem de 600.000 para 700.000 mortes, impulsionados pela propagação desenfreada da variante através dos norte-americanos não vacinados.

Este número é considerado frustrante para os líderes da saúde pública e profissionais médicos na linha da frente porque as vacinas estão disponíveis para todos os norte-americanos elegíveis há quase seis meses.

70 milhões de norte-americanos elegíveis permanecem não vacinados

Estima-se que 70 milhões de norte-americanos elegíveis permanecem não vacinados. Pouco mais de 64% da população dos EUA receberam pelo menos uma dose de uma das três vacinas licenciadas no país, de acordo com as autoridades sanitárias. Apesar de um início mais lento das suas campanhas de vacinação, vários países europeus ultrapassaram agora de longe os EUA.

Ainda assim, o surto da variante delta está a começar a abrandar e a dar algum alívio aos hospitais sobrecarregados.

O uso da máscara e a vacinação continuam a ser questões políticas que dividem muitos americanos. Alguns governadores republicanos, tais como os do Texas e da Florida, procuraram mesmo proibir o uso de máscara obrigatório nos seus estados, citando a proteção das liberdades individuais.

Em contraste, o estado da Califórnia anunciou na sexta-feira a sua intenção de tornar a vacinação obrigatória para todos os estudantes elegíveis, uma decisão sem precedentes no país.

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