Vacinar Portugal

Covid-19: Filipe Froes defende administração de dose de reforço em pessoas imunodeprimidas

O pneumologista considera que “não se justifica vacinar todas as pessoas com a terceira dose".

Filipe Froes, pneumologista e coordenador do Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos, considera que Portugal deve acelerar a conclusão da vacinação, com a terceira dose para pessoas imunodeprimidas. O especialista afirma que existe um estudo que comprova a redução da eficácia da vacina em 6% a cada dois meses.

“Os níveis de anticorpos mantêm-se globalmente estáveis durante dois meses. E depois, mesmo nas pessoas imunocompetentes, digamos assim, verificamos que há uma diminuição progressiva da imunidade”, disse Filipe Froes em entrevista à Edição da Noite da SIC Notícias, cintando um estudo científico.

O pneumologista defende que “não se justifica vacinar todas as pessoas com a terceira dose”, mas sublinha a importância de começar a administrar as doses de reforço em pessoas imunodeprimidas.

“Eu diria que em Portugal, temos de manter e devemos acelerar a conclusão da vacinação com a terceira dose dos imunodeprimidos, que é um objetivo da Direção-Geral de Saúde. Diria que temos de começar provavelmente a ponderar a vacinação por grupos etários, pelo menos, a partir dos 80 ou 75 anos. Até penso que, provavelmente, em breve temos de pensar em vacinar com uma terceira dose a população com mais de 65 anos”, prossegue.

Filipe Froes sublinha ainda a “necessidade de se avaliar e discutir” a inclusão das pessoas que têm maior risco de exposição e transmissão, como por exemplo os profissionais de saúde, no grupo de pessoas a receber a terceira dose.

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