Eleições nos EUA

Concentração na Casa Branca desmobiliza após declaração de Biden

John Minchillo/ AP

O candidato democrata à Casa Branca está à frente de Donald Trump, com 224 contra 213 delegados no Colégio Eleitoral, segundo projeções que estão a ser divulgadas nos Estados Unidos.

A concentração contra a recandidatura do presidente Donald Trump junto à Casa Branca, Washington, demobilizou após o discurso do candidato democrata, Joe Biden, mas ficou marcada pela intervenção de grupos antifascistas que enfrentaram a polícia da capital.

Os jovens identificados com bandeiras antifascistas, pretas e vermelhas, organizados por grupos e equipados com botas da tropa, capacetes e máscaras antigás, tentaram libertar um ativista que tinha sido detido por desacatos, tendo cercado os agentes da polícia que se encontravam no local e que foram insultados e empurrados para uma rua perpendicular à "Praça Black Life Matter".

A rua que dá acesso ao jardim das traseiras da residência oficial do chefe de Estado norte-americano e de onde é visível a Sala Oval, chegou a estar cheia de apoiantes do Partido Democrata, grupos defensores de direitos humanos e ativistas políticos contra Donald Trump.

HANNAH MCKAY/ REUTERS

A frase "em caso de golpe de Estado somos muitos e eles são poucos" manteve-se projetada através de um feixe de luz até cerca da 01:00 (06:00 em Lisboa), quando Donald Trump difundiu através das redes sociais a acusação de que "eles estão a tentar roubar a eleição".

A acusação, sem qualquer tipo de justificação, foi difundida por Donald Trump imediatamente o discurso de Joe Biden, em Delaware, em que se mostrou confiante na vitória, pedindo aos democratas "paciência" enquanto aguarda os números finais.

O sinal de confiança na possível vitória transmitido pelo candidato democrata acontece após a divulgação dos resultados dos estados do "Midwest" dos Estados Unidos.

A declaração de Biden foi acompanhada pelos manifestantes que se mantiveram até ao início da madrugada junto à Casa Branca.

"Aquela casa ali é o coração da América e o coração do mundo. Se continuar ali Donald Trump, o coração vai parar de bater", disse à Lusa um manifestante, apontando para a Casa Branca visivelmente revoltado com a declaração de Donald Trump.

Após a declaração de Joe Biden os manifestantes que se mantiveram junto à Casa Branca desde o fim da tarde de terça-feira começaram a desmobilizar ficando algumas dezenas junto da grade de proteção montada pela polícia, tal como acontece todos os dias.

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