Eleições nos EUA

Eleições EUA. Batalhas legais atrasam divulgação dos resultados finais

A proximidade entre os dois candidatos faz com que as batalhas legais passem “a ter grande significado", diz Ricardo Costa, enviado especial nos Estados Unidos.

Quando é que se vai saber quem venceu as eleições norte-americanas? Esta é a pergunta que marca a noite eleitoral norte-americana. Sem um resultado à vista, Joe Biden aparece à frente de Donald Trump nos resultados provisórios.

Ricardo Costa, jornalista da SIC Notícias e enviado especial aos Estados Unidos, explica que os resultados finais podem ser ainda mais atrasados devido às batalhas legais.

“As chamadas batalhas legais – que já se previam que pudessem acontecer – numa situação de uma vitória folgada de um ou outro candidato não teriam provavelmente grande resultado, mas num resultado desta natureza passam a ter grande significado”, diz o jornalista que está a acompanhar o sufrágio em Washington.

Se um dos candidatos contestar os resultados, a contagem não para, mas “podem anular a validade de alguns votos”, acrescenta Ricardo Costa sublinhado que estes votos “são sempre em quantidades suficientes” para alterar a balança das eleições.

Donald Trump anunciou, durante a madrugada desta quarta-feira, que iria avançar com uma ação judicial para parar a contagem dos votos por correspondência.

O jornalista da SIC Notícias analisou também os discursos, considerando que ambos os candidatos cumpriram os seus interesses, focando que a estratégia de desvalorização dos votos antecipados já tinha vindo a ser adotada por Donald Trump.

“Ele tinha em cima da mesa que este cenário como um cenário provável. Um cenário de que a noite podia ser apertada. E que quando acabasse a contagem dessa noite ainda faltava contar muita coisa, sobretudo em Estados em que só começavam a contar mais tarde os votos que chegam por correspondência”, diz Ricardo Costa.

Sobre o discurso de Biden, o enviado especial considera que terá sido o melhor discurso do candidato Democrata que “teve uma campanha muito fraca”.

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