Eleições nos EUA

Biden ou Trump. Próximo Presidente dos EUA pode ser conhecido nas próximas horas

Mike Blake

São quatro os estados ainda em aberto e que podem ser decisivos.

Os norte-americanos podem ficar a saber rapidamente o nome do próximo Presidente, sendo esperados para breve os resultados nos estados que o democrata Biden precisa para garantir a derrota do republicano Trump, segundo a diretora de campanha de Biden.

"Acho que será um dia muito positivo para Biden", disse a diretora de campanha democrata Jennifer O'Malley Dillon.

São quatro os estados ainda em aberto e que podem ser decisivos, com Geórgia e Nevada a poderem terminar a contagem dos votos ainda esta quinta-feira e Arizona e Pensilvânia a prometerem resultados finais para sexta-feira ou mesmo só para os dias seguintes.

"Estamos absolutamente certos de que Joe Biden será o próximo Presidente dos Estados Unidos", acrescentou O'Malley Dillon, explicando que está a contar com resultados decisivos nas próximas horas ou na sexta-feira.

Do lado republicano, Donald Trump usou a sua conta pessoal na rede social Twitter para denunciar o que considera ser uma "fraude eleitoral", em particular a forma como estão a ser aceites e contados os votos por correspondência.

"Parem de contar!", escreveu Trump no Twitter, em consonância com o alerta que tem vindo a fazer nos últimos dias, dizendo que os republicanos não estão a conseguir controlar a contagem de votos de forma transparente em vários estados, nomeadamente nos quatro estados que serão decisivos.

As contas

Joe Biden, vice-Presidente nos dois mandatos de Barack Obama, só precisa vencer um ou dois dos últimos estados-chave ainda em contagem para se tornar o 46º presidente americano.

Com 264 votos eleitorais já garantidos, só precisa de mais seis, que é exatamente o número de delegados que o Nevada lhe pode fornecer ou então superar o número com vitórias na Geórgia (16) ou Pensilvânia (20).

A sua desvantagem relativamente a Trump tem vindo a diminuir, nas últimas horas, à medida que são contados os votos por correio, que beneficiam a candidatura democrata.

Nos estados onde Trump está a perder para Biden, os apoiantes republicanos têm saído à rua, pedindo que a votação seja travada e denunciando a forma como os votos estão a ser contados.

O Presidente republicano avisou logo na noite eleitoral que iria recorrer ao Supremo Tribunal para contestar o resultado das eleições e uma bateria de mais de 400 juristas está a colocar várias ações judiciais em diferentes estados, para tentar impugnar o processo eleitoral.

"Todos os estados recentemente reivindicados por Biden serão levados a tribunal por nós, por fraude eleitoral", escreveu já esta quinta-feira Trump, no Twitter.

Os democratas acreditam que as queixas são infundadas, mas dependendo das decisões de vários juízes estaduais e municipais, os recursos podem atrasar a formalização dos resultados, por dias ou semanas.

Na Geórgia, um juiz já indeferiu um pedido para travar a contagem de votos por correspondência, feito pela candidatura de Trump, mas na Pensilvânia um outro juiz já ordenou que observadores republicanos fossem autorizados a entrar no centro de convenções de Filadélfia, onde os boletins de voto estão a ser contados.

A equipa de Trump insiste em que nada está perdido.

"Provavelmente amanhã à noite, sexta-feira, será evidente para os americanos que o Presidente Trump e o vice-Presidente Pence vão ficar mais quatro anos na Casa Branca", disse o conselheiro presidencial Jason Miller, em declarações aos jornalistas.

No estrangeiro, as polémicas eleitorais nos EUA estão a ser acompanhadas com interesse e, em alguns casos, com ironia.

"Que espetáculo!", comentou Hassan Rohani, Presidente do Irão, um país que está num duro conflito há vários anos.

Na Rússia, o Kremlin também já comentou as "evidentes deficiências" do "arcaico" sistema eleitoral norte-americano.

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