Eleições nos EUA

Biden ultrapassa Trump na Pensilvânia e estado pode ser chave para a vitória

Carolyn Kaster

A votação neste estado decisivo ainda não está, no entanto, fechada.

A CNN avança que Joe Biden ultrapassou Donald Trump na Pensilvânia, numa altura em que estão apurados 95% dos votos. A votação neste estado decisivo ainda não está fechada, mas se o democrata mantiver a vantagem não precisará de garantir mais nenhum estado para se tornar Presidente dos Estados Unidos.

A esta altura, Joe Biden tem uma margem de 5.587 votos na Pensilvânia para Donald Trump. Dos estados que faltam contar, a Pensilvânia é o que tem mais votos no colégio eleitoral (20). Biden tem já 253 delegados e precisa apenas de 17 para ser eleito Presidente.

Biden também ultrapassou o republicano na Geórgia

Esta sexta-feira, Joe Biden já tinha ultrapassado Donald Trump na Geórgia. Nas últimas horas, o democrata foi aumentando a vantagem para o adversário.

Na quinta-feira, Trump liderava com 18 mil votos, agora é Biden quem segue à frente com mais 1.096, segundo a CNN.

Se vencer na Geórgia, precisa apenas de mais 1 delegado

A votação na Geórgia, à semelhança da Pensilvânia, ainda não está fechada, mas se o candidato democrata vencer soma 16 votos do Colégio Eleitoral e fica a precisar apenas de mais um para atingir os 270 necessários para ser eleito.

A confirmar-se a vitória de Biden na Geórgia, será a primeira vez em quase 30 anos que os democratas conquistam este estado.

Sem estes dois estados, Geórgia e Pensilvânia, Donald Trump não consegue encontrar caminho para os 270 votos do colégio eleitoral. No entanto, ainda está tudo em aberto e os votos continuam a ser contados.

Ponto de situação nos cinco estados que faltam

Pensilvânia:
Vinte votos eleitorais em jogo. Já foram contados 95% dos votos neste Estado industrial do "cinturão de ferrugem" do nordeste, onde os dois candidatos fizeram uma campanha feroz.

Joe Biden ultrapassou Donald Trump, depois de o Presidente ter uma vantagem de 700.000 votos na terça-feira, com uma diferença de cerca de 6.000 votos para o rival (49,4% contra 49,3% de Trump).

Faltam contar cerca de 250.000 votos, a maioria nas áreas urbanas com maioria democrata, no estado que pode garantir a vitória de Biden.

Geórgia:
Dezasseis eleitores principais em jogo. Já foram contados 99% dos votos neste Estado do sudeste, que tradicionalmente vota nos republicanos.

Donald Trump esteve na liderança desde terça-feira até esta manhã, quando Biden passou para a frente e está atualmente com uma vantagem de cerca de mil votos, ambos com 49,4%.

As autoridades estimam que haja pouco mais de 16.000 votos a serem contados, a maioria da área de Atlanta, esmagadoramente democrata.

Nevada:
Seis votos eleitorais em jogo. Já foram contados 89% dos votos neste Estado do deserto ocidental, que escolheu Hillary Clinton em 2016.

Joe Biden lidera atualmente, com 49,4% contra 48,5% de Donald Trump, o que representa uma diferença de 11.500 votos.

Faltam ser contados cerca de 190.000 votos, mas o Estado continua a aceitar sufrágios por correio até à próxima semana, enquanto os resultados de 50.000 votos vão ser divulgados esta sexta-feira às 10:00 locais (18:00 em Lisboa).

Carolina do Norte:
Quinze votos eleitorais em jogo. Já foram apurados 95% dos votos neste Estado do sudeste, tradicionalmente republicano.

A vantagem, por enquanto, vai para Donald Trump (50%) sobre Joe Biden (48,6%), com um avanço de cerca de 77.000 votos.

Porém, os votos por correspondência enviados até ao dia de eleição, 3 de novembro, são aceites até nove dias depois dessa data.

Arizona:
Onze votos eleitorais em jogo. Já foram contados 90% dos votos neste Estado fronteiriço do Sudoeste, que inicialmente foi projetado para Biden na noite eleitoral com uma vantagem de 200.000 votos, mas agora alguns especialistas apontam que a diferença atual é muito pequena para saber quem vai ganhar.

Atualmente, Biden lidera com 50,1% contra 48,5% de Trump, uma diferença de cerca de 47.000 votos, quando faltam contar cerca de 285.000.

A contagem vai continuar durante todo o dia e esperam-se mais resultados durante esta noite.

TRUMP DIZ QUE ESTÁ A SER VÍTIMA DE FRAUDE

Donald Trump admite levar o resultado das eleições americanas ao Supremo Tribunal e insiste que está a ser vítima de fraude.

O atual Presidente dos Estados Unidos disse esta quinta-feira que venceria facilmente as presidenciais se contabilizassem "os votos legais", advogando que está a ser 'roubado', sem apresentar, no entanto, quaisquer evidências.

"Se contarmos os votos legais vencemos facilmente, mas se contarmos os votos ilegais poderão tentar roubar-nos as eleições", disse o chefe de Estado norte-americano, em conferência de imprensa na Casa Branca, em Washington.

Na noite de quinta-feira, Trump referiu inúmeras vezes que estava a ser 'roubado' e que havia tentativas do partido democrata de adulterar a contagem dos boletins de voto para impedir a vitória republicana. Contudo, durante o discurso Trump não apresentou quaisquer evidências que sustentassem as acusações que fez.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) terminou a conferência de imprensa e abandonou o púlpito sem intenção de responder às questões que os jornalistas estavam a tentar fazer.

"OS FUNCIONÁRIOS DEMOCRATAS NUNCA ACREDITARAM QUE PODERIAM VENCER ESTAS ELEIÇÕES"

Durante o discurso de pouco mais de 15 minutos, Donald Trump culpabilizou elementos democratas envolvidos na contagem dos boletins de voto por correspondência pela alegada fraude eleitoral, mas não apresentou exemplos concretos para corroborar a acusação.

"Os funcionários democratas nunca acreditaram que poderiam vencer estas eleições", acrescentou o republicano.

Trump disse que tem como objetivo "defender a integridade" do sufrágio contra o que apelidou de ser a "corrupta máquina democrata" no Michigan e Pensilvânia.

Estes estados são considerados importantíssimos, uma vez que uma vitória do candidato democrata, Joe Biden, poderá ditar o fim da corrida à Casa Branca e a derrota do atual Presidente.