Eleições nos EUA

Eleições nos EUA. Procurador-Geral criticado por ordenar investigação a alegada fraude

Jeff Roberson

William Barr autorizou investigações por "alegações substanciais" de irregularidades na contagem dos boletins de voto, antes da certificação das presidenciais de 3 de novembro.

Os procuradores de 23 estados norte-americanos criticaram esta sexta-feira o Procurador-Geral dos Estados Unidos, William Barr, por lhes ter ordenado que investigassem supostas irregularidades nas presidenciais, considerando que a decisão foi uma interferência no processo eleitoral.

Numa carta conjunta dirigida a William Barr, os procuradores estaduais sublinham "o papel importante do departamento de Justiça dos Estados Unidos em casos de investigação a fraude eleitoral", no entanto, dizem-se preocupados com uma possível interferência política no processo.

O Procurador-Geral dos Estados Unidos autorizou, na segunda-feira, investigações por "alegações substanciais" de irregularidades na contagem dos boletins de voto, antes da certificação das presidenciais de 3 de novembro, apesar da falta de provas de fraude.

A decisão de William Barr surgiu dois dias depois de o candidato democrata, Joe Biden, ter derrotado o atual Presidente norte-americano e candidato republicano, Donald Trump, e aumentou as suspeitas de que o Departamento da Justiça iria ser usado para tentar impugnar o resultado eleitoral.

O memorando enviado por Barr aos procuradores, ao qual a Associated Press (AP) teve acesso, diz que investigações "poderão ser conduzidas se houver alegações claras e aparentemente credíveis de irregularidades que, a serem verdade, poderão impactar o resultado da eleição" ao nível federal num determinado estado.

Os estados têm até 8 de dezembro para resolver as disputas eleitorais, incluindo as recontagens e contestações judiciais.

Os membros do colégio eleitoral encontram-se em 14 de dezembro para finalizar o processo.

PROJEÇÕES DA IMPRENSA NORTE-AMERICANA

De acordo com uma projeção dos principais órgãos de comunicação social norte-americanos, Joe Biden vence as eleições presidenciais com 306 votos no Colégio Eleitoral, contra 232 do republicano Donald Trump.

A divisão de "Grandes Eleitores" é a seguinte:

Trump (232): Alabama (9), Alasca (3), Arkansas (6), Carolina do Norte (15), Carolina do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Florida (29), Kansas (6), Kentucky (8), Idaho (4), Indiana (11), Iowa (6) Luisiana (8), Maine-distrito 2 (1), Mississípi (6), Missuri (10), Montana (3), Nebraska-estado (2), Nebraska-distrito 1 (1), Nebraska-distrito 3 (1), Ohio (18), Oklahoma (7), Tennessee (11), Texas (38), Utah (6), Virgínia Ocidental (5) e Wyoming (3).

Biden (306): Arizona (11), Califórnia (55), Colorado (9), Connecticut (7), Delaware (3), Distrito de Colúmbia (3), Geórgia (16), Havai (4), Illinois (20), Maine-estado (2), Maine-distrito 1 (1) Maryland (10), Massachusetts (11), Michigan (16), Minesota (10), Nebraska-distrito 2 (1), Nevada (6), Nova Jersey (14), Nova York (29), Novo Hampshire (4), Novo México (5), Oregon (7), Pensilvânia (20), Rhode Island (4), Vermont (3), Virgínia (13), Washington (12) e Wisconsin (10).

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