Eleições nos EUA

EUA. Twitter anuncia que vai travar mensagens de incentivo à violência

Canva - Ymgerman

Donald Trump utilizou as redes sociais para pedir aos apoiantes que se manifestam-se hoje, num protesto que acabou por ser violento.

A rede social Twitter anunciou esta quarta-feira que está a travar mensagens que encorajem a violência provocada por manifestantes pró-Trump no Capitólio dos EUA, que interrompeu a sessão de certificação dos resultados presidenciais.

A empresa que gere o Twitter disse hoje que essas mensagens não podem ser reencaminhadas, não se pode colocar um 'gosto', nem podem ser respondidas, numa decisão semelhante à que tinha sido tomada em relação a 'tweets' com informação não confirmada sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

"Dada a situação em Washington, estamos a trabalhar ativamente para proteger a integridade das conversas públicas na plataforma e tomaremos medidas contra todo o conteúdo que viole as regras do Twitter", pode ler-se na conta oficial da empresa com sede na Califórnia.

A decisão foi tomada depois de se ter verificado um intenso uso da rede social por manifestantes que se envolveram na invasão do Capitólio, durante o dia de hoje, transmitindo imagens em direto desde o interior do edifício.

Muitos observadores acusam as plataformas de permitir que o Presidente cessante e os seus violentos partidários organizem iniciativas através das redes sociais.

"Ei, Mark Zuckerberg, Jack (Dorsey), Susan Wojcicki e Sundar Pichai - Donald Trump provocou um violento ataque à democracia americana", escreveu na sua conta da rede social o comediante Sacha Baron Cohen, referindo a responsabilidade dos líderes do Facebook, Twitter, YouTube e Google.

"Será que isto é finalmente o suficiente para você agirem?! É hora de banir Donald Trump das suas plataformas de uma vez por todas", acrescentou o comediante, ilustrando a sua mensagem com uma imagem de um manifestante desfilando dentro do Capitólio com uma bandeira da Confederação, considerada um símbolo racista.

Apoiantes de Trump invadem Capitólio norte-americano

Apoiantes do Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades junto ao Capitólio, em Washington, enquanto os membros do congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA teve de ser interrompida devido aos distúrbios provocados pelos manifestantes pró-Trump no Capitólio.

As autoridades de Washington D.C. já decretaram o recolher obrigatório entre as 18:00 e as 06:00 locais (entre as 23:00 e as 11:00 em Lisboa).

Pelo menos uma pessoa foi ferida por uma bala e a polícia teve de usar armas de fogo para proteger congressistas.

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os violentos protestos ocorridos no Capitólio foram "um ataque sem precedentes à democracia" do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência.

Pouco depois, Trump pediu aos seus apoiantes e manifestantes que invadiram o Capitólio para irem "para casa pacificamente", mas repetindo a mensagem de que as eleições presidenciais foram fraudulentas.