Eleições nos EUA

As críticas, apelos e provocações dos líderes mundiais à invasão do Capitólio

Portugal está a acompanhar a situação.

A invasão dos apoiantes de Donald Trump ao Capitólio não ficou indiferente aos líderes mundiais.

Por cá, António Costa diz que as imagens são inquietantes e que o resultado das eleições de novembro deve ser respeitado com uma transição pacífica do poder. Um apelo repetido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que diz estar a acompanhar a situação em Washington.

"Com muita preocupação e também com alguma estupefação. Isto não são os Estados Unidos, não são as instituições democráticas norte-americanas. É a primeira vez que uma transição entre dois presidentes não se faz de uma forma ordeira."

Líderes europeus pedem transição de poder pacífica

Da União Europeia chegam palavras semelhantes. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, e Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia, dizem confiar nas instituições norte-americanas e esperam que a transição de poder de Trump para Biden seja pacífica.

Em comunicado, António Guterres apela ao respeito pelos processos democráticos.

Para Boris Johnson, a invasão ao Capitólio é "vergonhosa". O primeiro-ministro britânico diz ainda que os Estados Unidos defendem a democracia em todo o mundo e que, por isso, devem agora também certificar-se de que Joe Biden recebe a pasta de forma pacífica.

O Japão recusa comentar, mas espera que a democracia norte-americana ultrapasse esta "difícil situação".

No Twitter, o representante da Rússia nas Nações Unidas deixa uma provocação. Diz que as imagens que chegam de Washington fazem lembrar a Maidan, a praça de Kiev que foi palco da independência da Ucrânia da União Soviética.