Presidenciais

Marques Mendes formaliza candidatura a Belém com recado aos apoiantes: "Não entrem em triunfalismos"

O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP formalizou a candidatura à Presidência da República. Luís Marques Mendes esté confiante mas deixa um apelo ao seus apoiantes porque "ainda há 20% de indecisos".

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No dia em que entregou as assinaturas necessárias para avançar com a candidatura à Presidência, Luís Marques Mendes admitiu, em declarações aos jornalistas, que está confiante de que passa à segunda volta, mas pede aos apoiantes para não darem a vitória por garantida

"Peço a todos os meus apoiantes que não entrem em triunfalismo. As sondagens são boas mas a sondagem que conta é no dia das eleições, portanto nada de facilitar, nem nada de triunfalismo", apelou o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP.

À porta do Tribunal Constitucional, Marques Mendes disse que "humildade é a palavra que orienta" a sua "conduta nesta campanha".

Além disso, lembrou, "ainda há 20% de indecisos e, evidentemente, que estou muito satisfeito com o lugar nas sondagens mas quero ainda melhorar".

Marques Mendes disse ter conseguido reunir 9.350, "um número mais do que suficiente para legalizar a candidatura" e assegurou que, apesar de ter formalizado agora a sua entrada na corrida a Belém, o seu comportamento não vai mudar.

Até 16 de janeiro, o último dia de campanha para a primeira volta das presidenciais, Marques Mendes assegurou que vai fazer uma campanha para "mobilizar o país", frisando que Portugal "tem quase 900 anos de vida, tem problemas, mas também tem coisas extraordinárias" e é preciso "dar voz a este Portugal positivo".

"Não vou prometer nada que não possa cumprir, mas vou, de facto, empenhar-me com alguns compromissos que são indispensáveis", disse, reiterando a promessa de convidar um jovem para o Conselho de Estado.

Disponível para divulgar clientes de empresa familiar

O candidato presidencial foi confrontado pelos jornalistas sobre a sua disponibilidade para revelar os clientes da sua empresa familiar, se estes lhe derem autorização, e pediu aos seus apoiantes para "não entrarem em triunfalismos" com sondagens favoráveis.

"Eu disse ao Observador que divulgaria os clientes da minha sociedade pessoal e fá-lo-ei desde que seja cumprida a autorização dos próprios nos termos da lei de proteção de dados", afirmou Luís Marques Mendes.

Esta garantia acontece depois de a revista Sábado ter noticiado que o candidato presidencial recusa esclarecer como ganhou 709 mil euros líquidos nos últimos dois anos enquanto consultor externo da sociedade Abreu Advogados.

Nas suas declarações aos jornalistas, Marques Mendes só manifestou disponibilidade para revelar os clientes da sua empresa familiar -- que tinha funções de consultoria e foi extinguida em novembro --, não se referindo aos clientes que representou na sociedade de advogados.

Com LUSA