Cotrim de Figueiredo, o terceiro mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, fechou o seu discurso a afirmar que não tenciona endossar ou recomendar o voto em qualquer dos candidatos na segunda volta, sendo aplaudido pelos seus apoiantes.
Daniel Oliveira, comentador da SIC, diz que essa última intervenção do liberal "resume o momento autofágico que a direita portuguesa está a viver hoje".
"O que a direita decidiu - e não me espanta na IL mas me espanta no PSD - é que entre um democrata e um autoritário, entre o centro e a extrema-direita, estão neutros. É uma escolha que não tem nada a ver com as presidenciais, tem a ver com a reconfiguração da direita portuguesa e o lugar que o PSD ocupa nela."
Daniel Oliveira considera que o primeiro-ministro e o líder do PSD decidiu "abandonar o centro", lembrando que Montenegro classificou, durante a campanha para a primeira volta, Seguro e Ventura como "dois extremos".