Martim Silva, da SIC, analisa os resultados da primeira volta das presidenciais, considerando previsível a vitória de Seguro na segunda volta, mas alertando que o resultado de André Ventura representa mais um avanço na sua caminhada rumo ao poder.
Martim Silva considera que, “embora seja relativamente previsível que Seguro venha a ser o próximo Presidente da República”, o resultado desta primeira volta mostrou que o resultado de Ventura “não foi um passo atrás”, mas sim “mais um passo na sua caminhada para alcançar o poder”.
Acrescenta que, se o líder do Chega chegasse à Presidência da República, seria “um terremoto incrível no sistema político”.
Sobre o oponente, António José Seguro, o candidato mais votado na primeira volta, aponta que o socialista continuará “vestido de preto” sem se comprometer:
“Seguro o que vai querer é, sobretudo, não sofrer golos porque não sofrer golos tem sido uma receita até agora vitoriosa.”
Martim Silva acredita que a convivência entre um eventual Presidente socialista e o Governo, composto por PSD e CDS, poderá ser pacífica, principalmente nos próximos cinco anos.
“Sobre o que é que acontece com o Orçamento do Estado para 2027, tenho as maiores das dúvidas que António José Seguro na Presidência não vá dar tudo por tudo para que José Luís Carneiro volte a viabilizar um Orçamento de Luís Montenegro e com isso não antecipar uma crise política.”
Por esse motivo, crê que o primeiro-ministro “não tem razões para não dormir tranquilo”.