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"Não há lugar para hesitações": Abrunhosa diz que os "melhores 50 anos de Portugal" não podem ser destruídos

Pedro Abrunhosa, músico e apoiante de António José Seguro, criticou a radicalização política, destacou os 50 anos pós-25 de Abril como os melhores da história nacional e alertou para os perigos de cenários políticos extremos.

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Portugal entrou na segunda e decisiva fase da corrida a Belém, agora a dois. António José Seguro e André Ventura disputam uma segunda volta histórica, marcada por expectativas elevadas, análises políticas e apelos à participação democrática. 

Pedro Abrunhosa, músico e apoiante de António José Seguro, esteve na Edição da Noite, da SIC Notícias, e disse votar no candidato socialista é uma forma de defender a democracia e os valores mais importantes para a sociedade portuguesa.

"Aqui não há lugar para hesitações. Já não havia na segunda volta. Trata-se da defesa da democracia e defesa dos valores mais importantes para a sociedade portuguesa", afirmou artista natural do Porto, sublinhando a importância de uma participação cívica consciente e responsável.

Abrunhosa criticou ainda a radicalização e polarização política, considerando que estas estratégias surgem, muitas vezes, como "uma vantagem para quem não tem ideias". Segundo o músico, esta segunda volta apresenta-se, no entanto, como "uma espécie de pacto de regime para defender a democracia".

Abrunhosa recordou os 50 anos que se seguiram ao 25 de Abril, destacando-os como "os melhores 50 anos de sempre deste país" e alertando para a necessidade de uma visão racional sobre os problemas da democracia.

"Sabemos que os 50 anos que se seguiram ao 25 de Abril são os melhores 50 anos de sempre deste país e, portanto, qualquer ilusão que tenhamos acerca da daquilo que a democracia tem de errado tem de ser uma ilusão racional", apontou.

Pedro Abrunhosa reiterou a importância de proteger a democracia e criticou cenários políticos radicais que poderiam comprometer a liberdade de expressão.

"Acho que as pessoas não querem voltar atrás. Com André Ventura a primeiro-ministro não haveria esta entrevista. Ventura é um neoliberal puro", afirmou, referindo-se a cenários políticos alternativos que considerou perigosos para a estabilidade democrática.

Abrunhosa aproveitou também para refletir sobre a atuação da esquerda ao longo dos anos, admitindo que "a esquerda esteve muitas vezes mal ao fechar-se", num apelo à abertura e ao diálogo político.

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