Presidenciais 2026

Presidenciais: André Ventura acusa Governo de estar "a gozar com as pessoas"

André Ventura crítica o valor e a burocracia associada aos apoios do Governo às vítimas da depressão Kristin. O candidato presidencial diz que Montenegro está a empurrar as pessoas para a miséria.

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O candidato presidencial André Ventura afirmou que a resposta e o programa de apoios do Governo para as zonas afetadas pela intempérie é um "falhanço em toda a linha", acusando o executivo de "gozar com as pessoas".

Antes de participar numa ação de campanha em Vila Verde, no distrito de Braga, André Ventura considerou que o programa de apoios anunciado hoje pelo Governo é "um falhanço em toda a linha da parte do Governo".

O candidato presidencial considerou que o Governo está "a gozar com as pessoas", quer no trabalho de prevenção, quer na demora para a mobilização de militares, quer nos apoios hoje anunciados.

"Quando se estabelece para ajudar as pessoas limites de 500 euros ou 530 euros [537 euros], isto só pode ser gozar com a população", disse.

André Ventura fazia referência aos apoios estabelecidos em Conselho de Ministros para famílias em situação de carência ou perda de rendimentos, que poderão aceder a apoios da Segurança Social de até 537 euros por pessoa ou 1.075 euros por agregado familiar.

Em declarações aos jornalistas, André Ventura focou-se sobretudo nesses valores, dando a ideia de que esses seriam os apoios a que as pessoas que "perderam tudo" teriam direito, considerando que a reconstrução "não pode ser [com] um apoio de 500 euros nem um apoio de mil euros".

No entanto, de acordo com o Conselho de Ministros, os apoios para a reconstrução da habitação própria e permanente vão até dez mil euros.

Face aos apoios anunciados, o candidato presidencial considerou que "mais valia ao Governo ter ficado em silêncio hoje", acusando o executivo liderado por Luís Montenegro de dar uma resposta muito aquém das necessidades.

"Quando tiver a oportunidade [de falar com o primeiro-ministro] vou dizer que acho que é um dos dias mais negros e de maior falhanço da história deste Governo", vincou.

Ainda sobre o anúncio de 2,5 mil milhões de euros de apoios para as zonas afetadas, o candidato apoiado pelo Chega considerou que "a maior parte do bolo" de ajuda é para "endividar as pessoas".

André Ventura criticou também a necessidade de vistorias por parte das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) das casas afetadas, sem esclarecer como deveria ser feito o controlo da atribuição de verbas.

"As pessoas precisam de apoio agora, precisam de apoio rápido, não é de vistoria", disse, acrescentando: "Esqueça plano, esqueça comissões, esqueça burocracias".

O também presidente do Chega defendeu que deveria ser o Governo a assegurar o envio de telhas e coberturas para o território afetado.

"Metam todas as estruturas que temos - militares, municipais, sociais -, todos os equipamentos que temos, muitos deles parados em muitas estruturas do Governo, metam-nos a transportar telhas para as pessoas que precisam", disse.

O candidato pediu ainda que se enviem "mecânicos, a nível central", para as zonas onde é preciso "para ajudar a reparar casas".

O Presidente da República, vincou, "tem que servir para dizer ao Governo que aquilo que aconteceu hoje é verdadeiramente uma vergonha".