Carlos Moedas afirma que Francisco Pinto Balsemão vai fazer muita falta no “mundo polarizado” em que atualmente vivemos. O autarca de Lisboa recorda-o como um “homem da moderação” e “da tolerância” e elege-o como a sua “maior referência política”.
Em declarações à SIC Notícias, o social-democrata admitiu uma “grande tristeza” perante a notícia da morte de Francisco Pinto Balsemão, a quem se refere como “fundador da democracia”.
“Representava, para mim, uma das maiores referências políticas da minha vida”, declarou. “Foi das primeiras pessoas com que falei, em 2021, quando decidi candidatar-me à Câmara Municipal de Lisboa.”
Carlos Moedas recorda que atribuiu a Francisco Pinto Balsemão a medalha de honra da cidade de Lisboa – onde nasceu e cresceu.
O autarca de Lisboa refere-se a Francisco Pinto Balsemão como uma pessoa com uma “capacidade de comunicação absolutamente extraordinária” e um “transformador da comunicação social”, além de “um homem moderno, à frente do seu tempo”.
Mas, para Carlos Moedas, o antigo líder social-democrata era, sobretudo, alguém que se pautava pela “moderação” e “tolerância”.
“Era um homem que fazia pontes, que ligava, não desistia. Tinha uma coragem incrível para não ir pelo caminho fácil”, aponta. “Aquilo que hoje os políticos deviam olhar como referência.”
Afirma, por isso, que é alguém que "vai fazer muita falta, no mundo polarizado” em que vivemos. “O mundo precisa de Francisco Pinto Balsemão e de tudo o que representa.”
Francisco Pinto Balsemão morreu esta terça-feira, aos 88 anos. Antigo primeiro-ministro e fundador do grupo Impresa, dono da SIC e do Expresso, foi uma figura central da política portuguesa e pioneira do universo jornalístico, deixando uma marca na democracia e nos media em Portugal.

