George Floyd

Juiz rejeita pedido de absolvição de ex-polícia acusado de matar George Floyd

POOL New

Os pedidos de absolvição são feitos rotineiramente no meio de um julgamento e geralmente são negados.

O juiz do julgamento do polícia de Derek Chauvin, acusado de assassinar o afro-americano George Floyd, recusou esta quarta-feira um pedido da defesa para absolver o ex-agente, mantendo os trabalhos do tribunal.

O juiz Peter Cahill determinou a prossecução do julgamento de Derek Chauvin, apesar de os seus advogados de defesa terem alegado que os especialistas e as testemunhas tinham apresentado opiniões conflituantes sobre as causas da morte de George Floyd, em maio passado, asfixiado quando se encontrava sob escolta policial.

O advogado de defesa Eric Nelson disse ainda que não se tinha conseguido estabelecer se houve o uso de força razoável, na operação policial, ao que os procuradores de acusação responderam dizendo que ficaram visíveis indícios desse uso de força desproporcional por parte de Chauvin.

Na terça-feira, a defesa do ex-polícia começou a sua fase de alegações, depois de terminada a fase da acusação, e já começaram a ser ouvidos algumas testemunhas, mas ainda não se sabe se Chauvin irá prestar depoimento.

Se o fizer, será certamente confrontado com o vídeo do momento em que deteve George Floyd, mantendo o seu joelho durante mais de nove minutos sobre o pescoço do afro-americano, até que este desfaleceu.

Alguns especialistas dizem que essa pode ser uma excelente oportunidade para o ex-polícia mostrar arrependimento sobre a sua ação e explicar por que foi necessário aquele tipo de procedimento.

Na terça-feira, Eric Nelson levou ao tribunal um especialista que tentou explicar que a ação de Derek Chauvin sobre Floyd foi justificado, atribuindo as culpas à forma como o afro-americano se comportou, não parando de resistir à detenção.

"É muito fácil julgar a conduta de um agente. É muito mais difícil estar no lugar dele, saber o que ele está a sentir, o medo que ele pode estar a ter", disse o especialista, em favor do comportamento de Chauvin, que considerou adequado.

Contudo, outros peritos e veteranos da polícia de Minneapolis, incluindo o próprio chefe de departamento, testemunharam que o joelho de Chauvin no pescoço de Floyd por cerca de nove minutos foi excessivo e contrário ao seu treino.

Especialistas médicos testemunharam que Floyd morreu por falta de oxigénio, já que a sua respiração foi cortada quando o polícia o agarrou, com as mãos algemadas atrás das costas e o rosto colado ao chão.