Guerra no Médio Oriente

Mortágua não desiste da missão da flotilha e Montenegro "só" pode "respeitar a opinião dos outros"

O primeiro-ministro disse que o Governo está em contacto com Itália e Espanha sobre o acompanhamento da flotilha humanitária, reconhecendo que há um "registo de perigosidade", mas que o executivo fez "aquilo que era adequado" neste contexto.

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, alertou esta quarta-feira para a crescente diversificação das ameaças à segurança, sublinhando a importância da cooperação entre os Estados-membros da União Europeia no reforço da proteção de infraestruturas críticas.

"Hoje, as ameaças são diversificadas e ocorrem nos mais variados espaços, incluindo não apenas o espaço aéreo, com veículos não tripulados, mas também o ciberespaço", afirmou o primeiro-ministro à entrada para uma reunião informal do Conselho Europeu, em Copenhaga, capital dinamarquesa.

Luís Montenegro salientou que "a proteção de infraestruturas críticas é uma realidade à qual nenhum dos parceiros pode escapar".

No caso português, apesar de destacar que “há uma questão muito relevante, que é a proteção dos cabos marítimos”, o chefe do Governo garantiu que "não há nenhuma infraestrutura [do país] ameaçada".

Flotilha: Mortágua nega pedido do Governo, Montenegro "só" pode "respeitar a opinião dos outros"

Questionado sobre a situação da flotilha a caminho de Gaza, onde segue Mariana Mortágua, Sofia Aparício e Miguel Duarte, o primeiro-ministro referiu que Portugal tem estado em contacto com outros Estados-membros, “nomeadamente com Itália e também com Espanha”, que têm intervenção direta no acompanhamento do caso.

“Há um registo de perigosidade, face ao qual fizemos um apelo para que não se corram riscos desnecessários, porque não podemos fazer mais do que isto nesta circunstância”, afirmou, reconhecendo os limites da atuação do Governo português nesta situação específica.

Perante a recusa de Mariana Mortágua em que a flotilha permaneça em águas internacionais e abandone a missão humanitária, Montenegro deixou claro que "não pode fazer nada, só respeitar a opinião dos outros”.