Guerra no Médio Oriente

Israel informa que todos os barcos da flotilha humanitária foram intercetados e que detidos "estão bem"

Os 44 barcos da flotilha humanitária foram intercetados, informa Israel. Quanto aos detidos, entre os quais quatro portugueses, assegura que estão “seguros, bem de saúde” e já a caminho de Israel para, depois, serem expulsos.

Israel informa que todos os barcos da flotilha humanitária foram intercetados e que detidos "estão bem"
ATEF SAFADI/EPA

Todos os 44 barcos que compunham a flotilha humanitária foram intercetados por Israel no percurso para a Faixa de Gaza. A informação acaba de ser partilhada por Israel nas redes sociais.

“Nenhum dos barcos de provocação do Hamas e do Sumud conseguiu entrar na zona de combate ativa ou violar o bloqueio naval legal”, lê-se na publicação do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel no X.

Quanto aos passageiros, de várias nacionalidades, incluindo portuguesa, que seguiam na flotilha, Israel garante que “todos estão seguros e bem de saúde”.

Além disso, acrescenta, “todos estão a caminho de Israel, de onde serão deportados para a Europa”.

O Presidente da República e o ministro dos Negócios Estrangeiros já reagiram às detenções dos quatro cidadãos portugueses, entre eles a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício, e o ativista Miguel Duarte.

Marcelo Rebelo de Sousa diz ter garantias de que o Governo vai prestar todo o apoio consular aos portugueses detidos e esta tarde vai receber, no Palácio de Belém, uma comitiva do Bloco de Esquerda a pedido do partido.

O ministro Paulo Rangel disse, em comunicado, que está a acompanhar de perto a situação e confirma que será prestado todo o apoio necessário, apelando a Israel para que “trate todos os detidos com dignidade e sem violência”.

Já o ministro da Defesa condena a participação "irresponsável" de portugueses em flotilha. Nuno Melo lamentou que Mortágua, Miguel Duarte e Sofia Aparício se tenham mobilizado "em direção a um território que está em guerra" por um movimento que “oprime minorias, sejam elas religiosas ou pessoas em função daquilo que é a sua orientação sexual”.

"Manifestamente, constato uma iniciativa panfletária, que considero irresponsável, em direção a um território ocupado por uma organização terrorista, responsável por um ataque que vitimou mais de 1.200 pessoas em Israel", disse esta manhã, em declarações a jornalistas, numa ação de campanha no mercado municipal de Mondim de Basto, Vila Real.