Há um quarto cidadão português a integrar a flotilha, que seguia no barco “Selvaggia”, intercetado na noite passada pelas forças israelitas quando tentava chegar à Faixa de Gaza, confirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
O ministério tutelado por Rangel está a aguardar autorização dos familiares - que contactaram o Gabinete de Emergência Consular - para eventual divulgação da identidade do cidadão nacional.
Até agora, sabia-se da existência de três portugueses na flotilha: a deputada bloquista Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte. Os três foram detidos por Israel nas últimas horas.
Das críticas ao apelo por proteção diplomática
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, disse que o Governo português "tudo deve fazer para assegurar a proteção diplomática e consular aos portugueses" detidos pelas forças israelitas. Em declarações aos jornalistas, o socialista defendeu o Estado português que está a fazer "tudo o que pode", mas escusou-se a comentar a decisão dos ativistas de embarcarem na missão humanitária.
Já o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, classificou esta quinta-feira como panfletária e irresponsável a participação de portugueses na flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza, sublinhando estar sempre "pelo lado da democracia e da liberdade".
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai receber às 14h00 em audiência uma delegação do Bloco de Esquerda, a pedido do partido liderado por Mariana Mortágua, que foi detida por Israel na quarta-feira à noite.
A porta-voz do grupo italiano de ativistas participantes na ação humanitária "Global Sumud" (Resistência Global, em Árabe), Maria Elena Delia, declarou hoje que 39 navios da flotilha intercetados pelas Forças de Defesa de Israel, (IDF, na sigla inglesa), seguindo ainda para a Faixa de Gaza alguns navios mais pequenos, que devem ter o mesmo destino.

