Guerra no Médio Oriente

Portugueses detidos em Israel denunciam más condições na prisão

Ainda não há data para o regresso de Mariana Mortágua e Sofia Aparício, detidas em Israel. As ativistas enviaram mensagens escritas denunciando as condições que enfrentam, enquanto esta tarde decorre uma manifestação em Lisboa a exigir a sua libertação.

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Em bilhetes curtos e escritos à mão, Mariana Mortágua e Sofia Aparício revelam a falta de comida e água potável, o confinamento em celas com mais de uma dezena de pessoas e os métodos de propaganda utilizados pelas autoridades israelitas. A embaixadora portuguesa apresentou protesto formal, mas ainda não obteve resposta.


Numa mensagem escrita à mão, Mariana Mortágua dirige-se à mãe para dizer que se encontra bem, mas não está a ser bem tratada. Segundo relatou, esteve sem acesso a comida e água potável durante pelo menos dois dias, partilhando cela com mais 12 ativistas. Apesar disso, o cônsul português disse à irmã, Joana Mortágua, que Mariana está bem psicológica e fisicamente.

Durante a visita desta sexta-feira, Sofia Aparício entregou também um bilhete à embaixadora portuguesa, Helena Paiva, onde relatou as difíceis condições na prisão.

"Estou bem. Não nos tratam bem. Nem água ainda nos deram. Para comer só pimentos crus com iogurte."

A atriz e ativista acrescenta ainda que foram colocadas "numa jaula para o ministro dos negócios estrangeiros desta terra vir ser filmado como propaganda."

Horas depois da visita, a embaixadora portuguesa apresentou um protesto formal contra as condições impostas aos detidos, mas até ao momento não obteve qualquer resposta das autoridades israelitas.

Esta tarde realiza-se em Lisboa uma manifestação para exigir a libertação imediata das ativistas detidas.