O acordo entre Israel e o Hamas para o cessar-fogo na Faixa de Gaza já foi confirmado pelas duas partes, também pelo Presidente dos Estados Unidos e pelo Qatar, uma das nações envolvidas nas negociações.
De acordo com o The Times of Israel, os reféns deverão ser libertados no fim de semana. As duas partes já trocaram "listas de prisioneiros a libertar".
O Presidente dos Estados Unidos especifica na Truth Social que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do plano de paz, o que o deixa "muito orgulhoso". Os reféns serão libertados "em breve" e Israel irá retirar as suas tropas. Serão os primeiros passos para uma "paz forte e duradora", diz Donald Trump.
"É um grande dia para os mundos árabe e muçulmano, para Israel, nações ao redor e Estados Unidos da América", escreve.
Na publicação, agradece ainda ao Qatar, ao Egito e à Turquia pelo trabalho para alcançar um acordo "histórico e sem precedentes".
O Qatar também já confirmou a assinatura da primeira fase do acordo. Os detalhes serão anunciados mais tarde. No X, Majed Al-Ansari, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, escreve que o plano levará ao "fim da guerra, à libertação de reféns israelitas e prisioneiros palestinianos e à entrada de ajuda humanitária".
O chefe do Hamas e os serviços de informação egípcios estiveram reunidos esta quarta-feira à noite a ultimar o acordo.
Nas redes sociais, circulam imagens de abraços entre os negociadores do acordo de paz e de um raro aperto de mão entre o primeiro-ministro do Qatar e um momento da equipa de Israel.
Netanyahu realça regresso de todos os reféns
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garante, num breve comunicado, que Israel vai trazer todos os reféns de Gaza para casa.
"Com a ajuda de Deus, vamos trazê-los todos para casa", frisa.
Na sequência do acordo, Netanyahu anunciou que irá reunir o Governo esta quinta-feira.
Hamas anuncia acordo que prevê "fim da guerra em Gaza"
O Hamas anunciou que chegou a um acordo com Israel para pôr "fim da guerra em Gaza", segundo a agência Reuters. O grupo terá ainda pedido a Donald Trump que obrigue Israel a implementar integralmente o acordo.
"Agradecemos profundamente os esforços dos nossos irmãos e mediadores no Qatar, no Egito e na Turquia, e também valorizamos os esforços do Presidente dos EUA, Donald Trump, que visam pôr fim à guerra de forma permanente e garantir a retirada total da ocupação da Faixa de Gaza", lê-se numa nota divulgada pelo movimento islamita palestiniano.
Horas antes, Donald Trump tinha dito que o cessar-fogo entre o Hamas e Israel estaria "muito próximo" e que deveria viajar para o Médio Oriente nos próximos dias. O mesmo disse Hakan Fidan, chefe da diplomacia da Turquia, apontando para "muitos progressos".
Plano dos Estados Unidos
Mediadores turcos, do Qatar, egípcios e norte-americanos estiveram a trabalhar para concretizar o plano de Donald Trump para um cessar-fogo imediato e de libertação de reféns israelitas e prisioneiros palestinianos.
A proposta de 20 pontos de Trump prevê, numa primeira fase, uma troca dos 48 reféns, vivos e mortos, por prisioneiros palestinianos, após o que haveria um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.
O plano inclui a formação de um governo de transição para Gaza, supervisionado por Trump e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, além da possibilidade de negociar no futuro um Estado palestiniano, ao qual o governo israelita se opõe.
[Artigo atualizado pela última vez às 00:50]

