Guerra no Médio Oriente

Acordo de paz entre Israel e o Hamas: "Estavam reunidas as condições para que isto fosse um sucesso"

Israel e o Hamas chegaram a um acordo para o cessar-fogo na Faixa de Gaza, confirmado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo, que deverá entrar em vigor esta quinta-feira, prevê a retirada, por parte de Israel, de cerca de 70% do território ocupado em Gaza, em troca da libertação dos reféns detidos pelo Hamas.

Fumo ergue-se durante uma operação militar israelita na cidade de Gaza, visto a partir do centro da Faixa de Gaza, 2 de outubro de 2025.
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Israel e o Hamas chegaram a acordo para o cessar-fogo na Faixa de Gaza, avança a imprensa israelita. A informação foi confirmada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, através da sua conta na Truth Social.

Nuno Rogeiro acredita que se trata de um acordo que já estará fechado e que representará a "maior esperança" dos últimos tempos para o Médio Oriente.

Por um lado, porque Donald Trump, com todos os defeitos e qualidades que possa ter, é um ator independente, não estando dependente nem de Israel, nem dos países árabes, nem da Palestina. Por outro lado, com este acordo, contava com o apoio não só de todos os países do Golfo, à exceção do Irão, mas também do maior país islâmico do mundo, a Indonésia.
"Estavam, portanto, reunidas as condições para que este plano fosse um sucesso, para além do facto de o Hamas estar, neste momento, numa posição em que não podia recusar", acrescenta.

Como explica o comentador da SIC, o acordo deverá entrar em vigor esta quinta-feira, com Israel a começar a sua retirada de cerca de 70% do território que ocupa no interior da Faixa de Gaza, em troca da libertação dos reféns detidos pelo Hamas.