O grupo islamista palestiniano Hamas afirmou, esta quarta-feira, ter trocado com Israel "listas de prisioneiros a libertar" no âmbito das negociações em curso no Egito desde segunda-feira, alegando haver um "espírito de otimismo" nas conversações.
"Hoje, foram trocadas as listas de prisioneiros a libertar", disse , um dos líderes do grupo islamita palestiniano que participa nas negociações, Taher al-Nounou, que falou por telefone com a agência de notícias AFP.
Nounou referia-se aos reféns mantidos em Gaza, levados de Israel nos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 e aos palestinianos presos em Israel que poderão fazer parte da troca de prisioneiros que ocorrerá assim que a trégua entrar em vigor.
"Os mediadores [Egito e Qatar] estão a desenvolver grandes esforços para remover quaisquer obstáculos à implementação das várias etapas do cessar-fogo e prevalece um espírito de otimismo entre todos os participantes", indicou Nounou.
Trump pediu à Turquia para convencer Hamas a negociar
O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu à Turquia para convencer o Hamas a negociar a paz com Israel, afirmou, esta quarta-feira, o chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan.
"Durante a nossa visita aos Estados Unidos e a nossa última conversa telefónica (...), ele pediu expressamente que nos encontrássemos com o Hamas e o convencêssemos", disse Erdogan a jornalistas turcos, segundo declarações transmitidas pela presidência.
"Entrámos rapidamente em contacto com os nossos homólogos (...), e o Hamas respondeu que estava pronto para a paz e para as negociações", disse Erdogan, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Erdogan lembrou que uma delegação turca, liderada pelo chefe dos serviços secretos, está a participar nas negociações indiretas em curso desde segunda-feira em Sharm el-Sheikh, no Egito, entre representantes israelitas e do Hamas.
"Há anos que lutamos para pôr fim ao derramamento de sangue em Gaza e garantir a segurança dos oprimidos. Estivemos em contacto com o Hamas ao longo de todo este processo e continuamos a estar", afirmou Erdogan.

