Os países mediadores do acordo de cessar-fogo em Gaza deverão assinar, na segunda-feira, uma garantia de aplicação desse mesmo acordo, durante a cimeira em Sharm el-Sheikh, Egito, revelou este domingo uma fonte diplomática à Agência France-Presse (AFP).
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito, um dos países promotores da cimeira, já tinha anunciado que durante a cimeira deveria ser assinado um documento que põe fim à guerra em Gaza entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas.
Aquela fonte diplomática disse à AFP que o documento será assinado pelos Estados Unidos, Egito, Catar "e provavelmente a Turquia".
Para segunda-feira está prevista uma cimeira internacional sobre o futuro do território palestiniano e que contará com dezenas de chefe de Estado e de Governo árabes, islâmicos, europeus e asiáticos.
A cimeira será copresidida pelos presidentes egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, e norte-americano, Donald Trump, e decorrerá em Sharm el-Sheikh, uma estância balnear no Egito.
Israel não estará representado na "cimeira de paz" e o Hamas já anunciou que não vai participar.
Acordo de cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira
Esta cimeira segue-se ao acordo de cessar-fogo que entrou em vigor na sexta-feira, baseado no plano de 20 pontos apresentado pelo Presidente norte-americano, com o objetivo de pôr fim à guerra desencadeada em 07 de outubro de 2023 pelo ataque do Hamas que visou o sul do território israelita.
Nos termos do acordo, devem ser entregues a Israel até segunda-feira, às 09:00 TMG (10:00 em Lisboa), os 48 reféns ou corpos de reféns ainda detidos na Faixa de Gaza, dos quais se creem que 20 estão vivos.
Em contrapartida, Israel compromete-se a libertar 250 palestinianos detidos por "razões de segurança", incluindo vários condenados por atentados anti-israelitas com vítimas mortais, bem como 1.700 palestinianos detidos em Gaza desde o início da guerra.
Nas primeiras horas do cessar-fogo, centenas de milhares de deslocados começaram a regressar ao norte da Faixa de Gaza, zona que foi o principal alvo da última fase da ofensiva israelita, encontrando, na maioria dos casos, apenas ruínas.
Segundo a Defesa Civil, cerca de 500 mil pessoas regressaram ao norte até sábado.
Durante a noite de sábado para domingo, dezenas de camiões com alimentos, combustível e medicamentos atravessaram o posto fronteiriço de Rafah, no lado egípcio, aguardando autorização para entrar na Faixa de Gaza.
Com Lusa

