Guerra no Médio Oriente

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Primeira fase do Acordo de Paz arranca com libertação de reféns: "O crime compensa e isso é preocupante"

Na análise à atualidade internacional, o coronel Carlos Mendes Dias sublinha que o dia é "histórico", mas lembra que a tomada de reféns "é um crime de guerra", independentemente do lado do conflito em que se está. O comentador da SIC destaca ainda o papel dos países árabes e de Donald Trump neste processo e alerta para os riscos da nova fase no Médio Oriente.

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Carlos Mendes Dias considera que a libertação de reféns e prisioneiros representa um avanço significativo no Acordo de Paz, mas adverte para a complexidade política e militar da situação. "O crime compensa e isso é preocupante", afirmou, lembrando que tanto o Hamas como Israel enfrentam acusações graves.

O analista apontou ainda o envolvimento estratégico dos EUA e de vários países árabes para conter o Irão e sublinhou que, apesar do simbolismo do momento, a estabilidade depende agora da capacidade de garantir segurança real no terreno.

Já foram libertados todos os reféns israelitas vivos. Quase 2.000 prisioneiros palestinianos serão também libertados em Israel. Milhares de pessoas estão nas ruas de Telavive para assistir à libertação.

Há ainda 28 corpos de reféns a libertar. Os restos mortais dos falecidos vão ser entregues à Cruz Vermelha e, depois, levados às famílias para que possam ser sepultados.