Guerra no Médio Oriente

Reféns libertados pelo Hamas já estão em Israel

É um momento histórico no Médio Oriente. O Hamas libertou esta segunda-feira de manhã, os 20 reféns israelitas ainda vivos. Vão ainda ser entregues os corpos dos reféns que morreram em cativeiro. Em troca, Israel libertou quase dois mil prisioneiros palestinianos. Ambas as partes cumprem assim as exigências da primeira fase do acordo de paz em Gaza.

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Ouviram-se gritos de júbilo assim que foi avistado o primeiro carro da cruz vermelha na zona do corredor de Netzarim. Centenas de civis assistiram à libertação dos sete primeiros reféns, no meio deles vários elementos do Hamas.

Ao mesmo tempo, salvas de palmas, ansiedade e muita emoção nos rostos de familiares e amigos que anseiam pelo reencontro após 738 dias de cativeiro.

"Estou a caminho de Reim para me encontrar com o meu filho Nimrod, depois de mais de dois anos. Estou muito entusiasmada, estou muito feliz e é difícil descrever como me sinto neste momento", diz Einav Zanguaker, mãe de refém.

Pelo caminho, milhares de pessoas à beira da estrada aguardavam para ver passar os sobreviventes. Também na praça dos reféns milhares celebravam o regresso a casa. Omri Miran tem 48 anos, é o mais velho dos reféns libertados, tinha sido raptado no kibutz de Nahal OZ. Tem duas filhas, agora com 2 e 4 anos. A última vez que as viu eram bebés.

Horas depois, foi libertado o segundo grupo de 13 reféns que sobreviveram ao cativeiro, desta vez na zona de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Uma vez mais com a mediação da Cruz Vermelha.

Ainda antes da libertação, o primeiro-ministro israelita falava num acontecimento histórico, mas deixou avisos e garantiu que ainda há muitos desafios pela frente. Assim que os 20 reféns chegaram a território israelita, foram libertados os mil e 900 prisioneiros palestinianos tal como estava acordado.

Também em Ramallah o momento foi de festa. A primeira fase do plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos está a decorrer como previsto. Na praça dos reféns em Telavive, onde tantas vezes se ouviram gritos de revolta contra o primeiro-ministro israelita, ouviam-se agora palavras de agradecimento a Donald Trump.