A Cruz Vermelha recebeu mais dois corpos de reféns israelitas em Gaza, divulgou, na quarta-feira, o Exército de Israel, enquanto o grupo islamita Hamas adiantou que não conseguiu localizar mais nenhum.
O Exército israelita afirmou, em comunicado, que os caixões vão ser transferidos para as suas forças em Gaza.
A entrega destes dois corpos junta-se aos sete corpos de reféns entregues anteriormente pelo Hamas, depois de um instituto forense israelita ter afirmado que um oitavo corpo não correspondia a nenhum dos 28 reféns mortos.
O Hamas afirmou, por sua vez, ter cumprido o seu "compromisso com o acordo" e disse que já entregou todos os "prisioneiros israelitas vivos sob a sua custódia, bem como os corpos a que teve acesso".
"Quanto aos restantes corpos, são necessários grandes esforços e equipamento especial para a sua recuperação e extração", acrescentou o Hamas num comunicado divulgado nos seus canais oficiais.
Há ainda 19 corpos de reféns israelitas por entregar, em troca de pelo menos 360 corpos de residentes de Gaza mortos durante a ofensiva, 90 dos quais já foram devolvidos a Gaza pelo Exército de Israel, conforme estipulado no acordo.
O cessar-fogo previa a entrega de todos os reféns, vivos e mortos, até à data limite, que expirou na segunda-feira.
Mas, segundo o acordo, se tal não acontecesse, o Hamas deveria partilhar informações sobre os reféns falecidos e tentar entregá-los o mais rapidamente possível.
Quase 2.000 prisioneiros palestinianos libertados
Em troca dos reféns devolvidos pelo Hamas, 1.968 prisioneiros palestinianos foram também libertados na segunda-feira, incluindo muitos condenados por ataques mortais contra Israel, bem como 1.700 palestinianos presos por alegadas "razões de segurança", desde o início da guerra, em outubro de 2023.
O Presidente dos Estados Unidos também exigiu ao Hamas a devolução dos corpos dos reféns, após ter sido o principal impulsionador do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, negociado ao longo de vários dias em Sharm el-Sheikh, no Egito, com a mediação de delegações egípcias, cataris e turcas.
Nesta fase, foi acordado o cessar-fogo na Faixa de Gaza, a retirada gradual das forças israelitas, a entrada em massa de ajuda humanitária no enclave palestiniano e a troca de reféns por prisioneiros.
O acordo define que um comité internacional ajude o Hamas a encontrar os corpos de reféns dados como desaparecidos, estando, segundo a imprensa israelita, a decorrer reuniões técnicas no Egito.
A segunda fase vai abordar a reconstrução, bem como o desarmamento do Hamas e a governação do enclave.
Com Lusa

