Guerra Rússia-Ucrânia

Dia da Independência da Ucrânia sem festejos e com alertas para ataques em grande escala

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O Presidente Zelensky mostra-se preocupado com os alertas e pede atenção redobrada aos ucranianos.

Esta quarta-feira, a Ucrânia celebra 31 anos de independência da União Soviética. Com a aproximação da data, os ucranianos têm recebido cada vez mais alertas de um possível ataque em larga escala. O sentimento é de incerteza, numa semana que costuma ser de celebração.

Ao contrário do ano passado, altura em que a data foi comemorada com grande pompa e circunstância, este ano, os festejos estão proibidos. Ainda assim, a principal avenida de Kiev é uma montra para dezenas de tanques russos, destruídos pelas forças armadas da Ucrânia. A iniciativa é uma tentativa de elevar a moral da população que vive em guerra há seis meses.

As autoridades ucranianas têm avisado a população para a possibilidade de ataques de mísseis em larga escala por parte da Federação Russa. Os alertas têm sido feitos quer pelos serviços de informação do país, quer pelo Estado Maior das forças armadas.

A ameaça é justificada com a combinação de vários fatores, entre elas a concentração notável das capacidades de aviação e de mísseis na Bielorrússia e o receio de uma resposta do regime russo à recente série de explosões na Crimeia.

Os especialistas militares sublinham ainda que o Kremlin pode usar as datas que têm uma grande importância nacional para a Ucrânia como forma de intensificar a pressão psicológica sobre a população.

O Presidente Volodymyr Zelensky também se mostra preocupado com estes alertas e pede atenção redobrada aos ucranianos.

A polícia pede que os alertas não sejam ignorados e que a população se dirija para os abrigos sempre que soarem as sirenes. Os funcionários públicos foram aconselhados a trabalhar a partir de casa.

Kharkiv, a segunda maior cidade do país, terá em vigor o recolher obrigatório das 19:00 desta terça-feira, até às 07:00 de quinta-feira. O autarca justifica a decisão pela proximidade da cidade à fronteira russa – que fica a cerca de 40 km – e pelos recorrentes bombardeamentos de que Kharkiv tem sido alvo nas últimas semanas.

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