Guerra Rússia-Ucrânia

Gazprom mantém fechado o fornecimento de gás à Europa

Loading...
A empresa russa afirma tratar-se de uma fuga de óleo. O corte acontece após o G7 acordar limitar o preço do petróleo russo.

Mantém-se fechado o abastecimento de gás à Europa através do Nord Stream 1, pelo quarto dia consecutivo. A Gazprom alega que a conduta continua com fugas de óleo. Coincidência ou não, o anúncio do encerramento aconteceu no mesmo dia em que os ministros das Finanças do G7 concordaram, em bloco, limitar o preço do petróleo russo.

A 100 quilómetros de Berlim, a importância da cidade de Schwedt pode desaparecer numa questão de semanas. É nesta cidade que se refina petróleo russo que alimenta a economia de Berlim. O anúncio de cortar com 90% das importações até ao final do ano pode deitar por terra a vida da localidade.

As preocupações são ampliadas à escala europeia. Após três dias de manutenção – quando se pensava que o Nord Stream 1 voltaria a funcionar – a Gazprom anunciou que continuaria fechado e sem data de reabertura.

A energética russa justifica o encerramento com uma fuga de óleo numa turbina. Uma reparação que a Siemens nunca esteve disponível para fazer, uma acusação que a empresa alemã já negou. Diz nunca ter sido convocada e garante que está disponível para o fazer.

De qualquer modo, adianta a Siemens, que, a confirmar-se, tal fuga não é um impedimento para o fornecimento do gás.

O corte acontece depois do acordo entre os países do G7 para limitar o preço do petróleo russo. A Presidente da Comissão Europeia apoia a medida, mas é preciso que os 27 Estados-membros cheguem a acordo no Conselho Europeu.

O Presidente do Conselho Europeu apela a medidas rápidas e em união, como aconteceu durante o período da pandemia covid-19.

Já a primeira-ministra sueca anunciou um inverno de guerra: prometeu garantias financeiras às empresas energéticas dos países nórdicos e do báltico no valor de muitos milhares de dólares, que deverão ser distribuídos já nas próximas duas semanas.

Em França, o ministro das Finanças diz que o gasoduto dos Pirinéus não é uma prioridade. Bruno Le Maire disse que o país tem de pensar em soluções a curto prazo, até à chegada deste Inverno.

Últimas Notícias
Mais Vistos