Guerra Rússia-Ucrânia

"Estamos a acompanhar de perto": as acusações do secretário-geral da NATO a Putin

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Em entrevista à agência Reuters, NATO fala numa "retórica nuclear perigosa e inconsequente".

O secretário-geral da NATO considera que as declarações de Vladimir Putin são perigosas e irresponsáveis. Em entrevista à agência Reuters, Jens Stoltenberg alerta para as consequências sem precedentes de uma guerra nuclear.

Jens Stoltenberg acusou o Presidente russo de usar "uma retórica nuclear perigosa " ao afirmar que está disposto a usar contra o Ocidente "todos os meios" do seu arsenal. No entanto, pediu calma porque "não é novidade, ele [Putin] já o fez muitas vezes".

O secretário-geral da NATO garantiu à agência de noticias Reuters que vai “continuar a apoiar a Ucrânia”, sublinhando que a Aliança não detetou qualquer alteração na postura nuclear da Rússia.

Estamos a acompanhar de perto aquilo que a Rússia faz”, afirmou.

Disse ainda que a reação da NATO “dependeria, naturalmente, da situação e do tipo de armas que poderiam usar”, além de que “o discurso do Presidente Putin mostra que a guerra não está a decorrer como ele tinha planeado, fez um enorme erro de cálculo”.

Vladimir Putin decretou esta quarta-feira a mobilização parcial de 300.000 reservistas para a guerra na Ucrânia. Num discurso transmitido pela televisão, o Presidente russo advertiu que aqueles que procuram "chantagear" a Rússia com armas nucleares devem saber que "a rosa dos ventos pode virar-se contra eles".

A mobilização surge na sequência do agendamento de referendos de integração na Rússia, de 23 a 27 de setembro, nas autoproclamados repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, e nos territórios ocupados do sul da Ucrânia nas regiões de Kherson e Zaporijia, consultas já condenadas pela comunidade internacional.

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