Guerra Rússia-Ucrânia

"Não acredito" que a Rússia recorra a armas nucleares, diz Zelensky

"Não acredito" que a Rússia recorra a armas nucleares, diz Zelensky
Anadolu Agency/Getty Imagens
O Presidente da Ucrânia afirma que o mundo não permitirá que Vladimir Putin o faça.

O Presidente ucraniano reagiu, ao início da tarde desta quarta-feira, ao discurso do homólogo russo. Volodymyr Zelensky diz “não acreditar” que Vladimir Putin use armas nucleares contra o Ocidente.

Zelensky sustenta, aliás, que o mundo não permitirá que Putin o faça.

Esta é a primeira reação do Presidente da Ucrânia ao discurso desta manhã do Presidente da Rússia, no qual acusou os países da NATO de “chantagem nuclear” e prometeu usar todos os meios para proteger os interesses russos, sublinhando que “não está a fazer bluff”.

Putin assegurou ainda que Moscovo tem armas diferentes e mais modernas do que o Ocidente e revelou que vai enviar para a Ucrânia mais de 300 mil militares, que estão na reserva e que podem ser convocados já a partir de hoje.

Esta “mobilização parcial” de cidadãos, como lhe chamou o Presidente russo, acontece num momento em que a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito.

Vladimir Putin justificou este anúncio com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.

A verdade é que esta mobilização dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia. Por outro lado, as autoridades dos territórios separatistas pró-russos da região de Donbass anunciaram que vão realizar entre os dias 23 e 27 de setembro referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro provocou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

E apesar de os números estarem distantes dos reais, a ONU já confirmou a morte, desde o início da guerra, de 5.916 civis e 8.616 feridos.

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