Guerra Rússia-Ucrânia

Ministro da Defesa britânico diz que anúncio de Putin é "admissão do fracasso"

Ministro da Defesa britânico diz que anúncio de Putin é "admissão do fracasso"
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Vladimir Putin quebrou a sua própria promessa, anuncia o Ministério da Defesa britânico.

O ministro da Defesa britânico considerou esta quarta-feira que o anúncio de Moscovo sobre a mobilização parcial na Rússia e a realização de referendos de anexação de territórios ucranianos constitui uma "admissão do fracasso" da invasão na Ucrânia.

O facto do Presidente russo, Vladimir Putin, "ter quebrado a sua própria promessa de não mobilizar parte da sua população e a anexação ilegal de partes da Ucrânia são uma admissão do fracasso da sua invasão" na Ucrânia, afirmou Ben Wallace, citado pelo jornal britânico The Guardian.

“Ele [Putin] e o seu ministro da Defesa [Serguei Shoigu] enviaram dezenas de milhares dos seus próprios cidadãos para a morte, mal equipados e mal conduzidos”, sublinhou.

"Nenhuma quantidade de ameaças ou propaganda pode esconder o facto de a Ucrânia estar a vencer esta guerra (…) e de a Rússia estar a tornar-se um pária mundial", acrescentou o ministro britânico.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou esta quarta-feira uma "mobilização parcial" dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.

A medida, que entra já em vigor, é justificada com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país, na mensagem transmitida pela televisão.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar "todos os meios" ao seu dispor para "se proteger", declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.

O anúncio de "mobilização parcial" dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.

Por outro lado, as autoridades dos territórios separatistas pró-russos da região de Donbass, na Ucrânia, anunciaram que vão realizar de 23 a 27 de setembro referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia.

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