Guerra Rússia-Ucrânia

Papa denuncia “monstruosidades” a acontecer na Ucrânia

O Cardeal Konrad Krajewski reza no local de uma vala comum nas proximidades de Borodyanka, Ucrânia, na Sexta-feira Santa em 15 de abril de 2022
O Cardeal Konrad Krajewski reza no local de uma vala comum nas proximidades de Borodyanka, Ucrânia, na Sexta-feira Santa em 15 de abril de 2022
Vatican Pool
Representante do Sumo Pontífice relatou “a selvajaria, as monstruosidades, os cadáveres torturados que estão a ser encontrados”.

O Papa Francisco denunciou hoje "as monstruosidades” e a “selvajaria” que estão a acontecer na Ucrânia, onde está atualmente o seu representante, o cardeal Konrad Krajewski.

"Eu gostaria de falar sobre a terrível situação da Ucrânia martirizada. O cardeal Krajewski está no país pela quarta vez e está a ajudar na região de Odessa (sul) e nos seus arredores", disse o Papa após a audiência geral, no Vaticano.

"Ele contou-me sobre a dor desse povo, a selvajaria, as monstruosidades, os cadáveres torturados que estão a ser encontrados", sublinhou Francisco.

Kiev anunciou, na semana passada, a descoberta de mais de 440 sepulturas numa floresta perto da cidade de Izium, no leste do país, recentemente retomada pelas forças ucranianas ao Exército russo.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou de "novas evidências de tortura" em Izium, onde "os processos de exumação continuam".

Moscovo, no entanto, nega essas alegações feitas por parte da Ucrânia, que na segunda-feira foram classificadas pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, como mentiras.

O Papa tenta manter um delicado equilíbrio entre a condenação de uma guerra "cruel" e a manutenção do diálogo com Moscovo.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Últimas Notícias
Mais Vistos