Guerra Rússia-Ucrânia

Vice-chanceler alemão considera mobilização russa um "passo errado"

Vice-chanceler alemão considera mobilização russa um "passo errado"
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A Rússia está a adotar uma política de escalada desta guerra de agressão.

O vice-chanceler alemão, Robert Habeck, criticou esta quarta-feira a mobilização parcial de russos para lutar na Ucrânia, anunciada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificando a decisão como “passo sério e errado”.

“Com a mobilização parcial, a Rússia está a adotar uma política de escalada desta guerra de agressão, em violação do direito internacional. Este é um passo grave e errado que condenamos veementemente”, reagiu Robert Habeck, que é também ministro da Ecologia e do Ambiente, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

Este passo da Rússia será “avaliado politicamente para ser dada uma resposta”, acrescentou o vice-chanceler.

“Para mim e para o Governo [alemão] é claro que vamos continuar a dar à Ucrânia todo o nosso apoio nestes tempos difícieis”, garantiu.

Vladimir Putin anunciou esta quarta-feira uma “mobilização parcial” dos cidadãos do país, numa mensagem dirigida à nação numa altura em que a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao seu sétimo mês.

A medida, que entra já em vigor, obedece à necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país, sublinhou o chefe de Estado russo, na mensagem transmitida pela televisão.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar “todos os meios” ao seu dispor para “se proteger”, declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.

O anúncio de “mobilização parcial” dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.

Perante “a ameaça” que representa, para o Presidente russo, “o regime nazi de Kiev”, apoiado financeira e militarmente pelo Ocidente, Moscovo vai utilizar “todos os meios ao seu dispor para proteger a Rússia” e o seu povo, advertiu Putin, numa alusão ao uso de armas nucleares.

“Isto não é um 'bluff'”, avisou.

O ministro da Defesa da Rússia anunciou, entretanto, que serão mobilizados 300 mil reservistas, explicando que a medida entra de imediato em vigor para defender a soberania e a integridade territorial do país.

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